Central Única dos Trabalhadores

 CUT-RS promove 1º Encontro Estadual LGBTQIA+ no próximo dia 26

13 maio, sexta-feira, 2022 às 4:43 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

LGBT na CUT (2)

LGBT na CUT (2)

A CUT-RS promove no próximo dia 26 de maio, às 19h, o 1º Encontro Estadual LGBTQIA+, através da plataforma Zoom. O objetivo é debater a realidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no mundo do trabalho e no movimento sindical, combater os preconceitos e as discriminações, buscar a garantia de direitos e organizar o Coletivo Estadual LGBTQIA+ da CUT. 

Para participar do encontro, é preciso fazer inscrição prévia, através do e-mail da Secretaria-geral da CUT-RS: cut.rs@cutrs.org.br 

Pauta LGBTQIA+ é uma pauta da classe trabalhadora

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, manifesta todo o apoio à iniciativa. “Temos muito a avançar nesse tema enquanto cutistas. Que bom que temos dirigentes sindicais, que não são da direção, mas estão dispostos a construir esse encontro e organizar um coletivo com disposição de debater essa realidade”. 

Para ele, essa é uma luta pelo respeito de existir com dignidade. “Ainda estamos longe de ter uma política na área da diversidade, considerando os locais de trabalho. É preciso discutir a questão e buscar respeito e inclusão junto com toda a classe trabalhadora”.

Amarildo 0904-1
Foto: Carolina Lima / CUT-RS

Amarildo defende que a pauta LGBTQIA+ é uma pauta da classe trabalhadora. “Se faz necessário que uma central sindical, que é classista, inclua na sua pauta a luta das mulheres, dos negros e negras e da população LGBTQIA+. Essa luta precisa estar dentro do contexto da luta de classes, a qual nos referenciamos e, por isso, é uma necessidade da classe”, aponta.

Segundo o dirigente da CUT-RS, não existe emancipação sem pensar sobre esse aspecto. “Não há libertação, não há emancipação da classe trabalhadora se a gente não enfrentar as injustiças do mundo do trabalho, a luta por igualdade, por dignidade e por respeito às pessoas que são trabalhadores e trabalhadoras na sua mais ampla diversidade." 

Garantir direitos para a população LGBTQIA+

O diretor de Organização Sindical do Sinpro/RS, Erlon Veronez Schüler, é um dos sindicalistas que esta à frente dessa iniciativa. Ele aponta que a construção do encontro faz parte das “ações conjuntas para a garantia de direitos da população LGBTQIA+, junto com a organização de um coletivo estadual cutista”. 

Erlon destaca que “a participação de todos, todas e todes busca criar oportunidades inclusivas, ouvir a comunidade, prestar apoio, debater políticas avançadas de direitos e respeito dentro dos ambientes de trabalho e na sociedade”.

CUT e LGBT (2)
Arte: CUT São Paulo

Combater a violência, o preconceito, a intolerância e o radicalismo 

O Brasil registrou uma morte violenta de LGBTQIA+ a cada 27 horas em 2021, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). “Infelizmente, pelo 13º ano consecutivo, somos o país que mais assassina homens e mulheres transexuais, na sua maioria entre 18 e 29 anos. Isso é só uma parte de muitas violências diárias sofridas pela população LGBTQIA+”, enfatiza a diretora de Administração, Finanças e Patrimônio do Sintrajufe-RS, Luciana Krumenauer Silva. 

As principais vítimas da violência foram homens gays (145) e travestis e mulheres trans (141), que somaram 286 óbitos. Também aparecem mulheres lésbicas (12), homens trans e pessoas transmasculinas (8) e bissexuais (3). 

Para Luciana, essa é a dura realidade enfrentada pela comunidade LGBTQIA+ apenas por ser quem são. “Vidas perdidas para o preconceito, intolerância e radicalismo. São milhões de trabalhadoras e trabalhadores que vivem com medo e sem voz”, salienta.

Organizar um coletivo estadual LGBTQIA+

O diretor de Diversidade e Combate ao Racismo do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sandro Rodrigues, fala da importância da participação dos dirigentes sindicais. “Queremos dar visibilidade e buscamos respeito e ampliação dos direitos da população LGBTQIA+ no Rio Grande do Sul, criando um coletivo estadual de diversidade a partir de sindicalistas identificados com essa pauta”, explica.

Sandro ressalta que “os sindicatos e as federações devem indicar pelo menos uma pessoa da direção ou ligada à entidade, para que possa participar do encontro e se somar a essa iniciativa de ação afirmativa tão importante para trabalhadores e trabalhadoras”.

Assista ao vídeo

 

Foto de abertura: Carolina Lima / CUT-RS

 

Fonte: CUT-RS