Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS e Feessers entram na Justiça e pedem testagem massiva de trabalhadores da Saúde

9 julho, quinta-feira, 2020 às 4:58 pm

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Atendimento de saúde1

Atendimento de saúde1

A CUT-RS e a Federação de Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (Feessers) protocolaram nesta quarta-feira (8) uma ação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), em Porto Alegre, para ampliar medidas de segurança aos trabalhadores da Saúde que estão no combate ao novo coronavírus. O grande enfoque é a intensificação da testagem de infecção dos profissionais.  

Para o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, a testagem massiva e obrigatória dos trabalhadores da Saúde no Estado é o mínimo que se espera no meio da crise sanitária causada pela Covid-19. Segundo ele, a Central tem o entendimento de que “quem cuida da vida não pode morrer”.

É nesse conceito que Amarildo declara que – “no meio do caos de um governo que não tem política nenhuma para a correta prevenção” – as entidades representativas tomaram a iniciativa.

“Vamos ter que priorizar alguns segmentos de trabalhadores, alguns segmentos sociais que são imprescindíveis, para que esses estejam com saúde, protegidos por toda a sociedade, para que se dediquem no combate à pandemia”, completa o dirigente sindical.

Pacto para evitar danos graves

A petição ainda engloba outras ações importantes para mitigar o risco de infecção e pede que sejam inseridas no “pacto” que foi firmado por iniciativa da Fessers com a entidade que representa o setor patronal do setor no mesmo TRT4. O acordo, onde foram listadas medidas necessárias para a segurança e saúde de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, também foi chancelado pelos municípios gaúchos através da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul.

A ação da CUT-RS e da Fessers tem o objetivo de evitar danos graves e de difícil reparação. Na peça, uma extenso arrazoado mostra o difícil período sanitário que o mundo está enfrentando com a Covid-19 e a necessidade de ações agilizadas para a preservação da vida.

Recentemente, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) registrou que 31.583 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem acabaram se afastando de seus trabalhos por suspeita de Covid-19. O diagnóstico positivo chegou a 21.524 profissionais, sendo que 219 morreram.

O Cofen ainda contabilizou 8.261 denúncias de falta de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) nos locais de trabalho. Atualmente o Brasil lidera o ranking mundial de mortes dos profissionais de saúde por covid-19.

Veja o que pede a ação judicial

- Em complementação aos atualmente disponibilizados, o fornecimento da quantidade de testes necessários para testagem ampla e irrestrita no mínimo de forma quinzenal aos trabalhadores;

- Manutenção, de forma obrigatória, do abastecimento dos itens de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) necessários, de acordo com as atividades desenvolvidas pelos profissionais, disposto na NT 04 da ANVISA, conforme o número destes e sanitizantes adequados (álcool a 70%), a fim de garantir a seus trabalhadores (servidores, terceirizados e prestadores de serviço de saúde, dentre eles médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, residentes), toda assistência envolvida no atendimento a potenciais casos de coronavírus Covid-19;

- Fornecimento da quantidade de testes necessários do tipo PCR, com resultado confiável em 24 horas (e não apenas o teste rápido com baixo índice de confiabilidade), para testagem ampla e irrestrita quinzenal para contaminação pelo novo coronavírus, dos trabalhadores (servidores, prestadores de serviços de saúde, dentre eles médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, maqueiros fisioterapeutas, nutricionistas, residentes e terceirizados).

 

Foto: Ingrid Anne / Fotos Públicas

 

Fonte: CUT-RS com Marcelo Menna Barreto – Extra Classe