Central Única de Trabalhadores

CUT e centrais sindicais do RS se unem em apoio a Haddad e Manuela

10 outubro, quarta-feira, 2018 às 5:38 pm

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Reunião das centrais

Reunião das centrais

As centrais sindicais do Rio Grande do Sul se reuniram na tarde desta quarta-feira (10), na sede da Fecosul, no centro de Porto Alegre, para manifestar apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad (PT) e a vice Manuela D’Ávila (PCdoB), no segundo turno das eleições de 2018. Estiveram presentes dirigentes da CUT, CTB, UGT, Intersindical e CSP-Conlutas.

Os sindicalistas destacaram que Haddad e Manuela têm assumido compromissos com a defesa dos direitos trabalhistas e sociais, a democracia e a soberania nacional, enquanto o outro candidato, Jair Bolsonaro (PSL), representa a retirada de direitos, o autoritarismo e a desnacionalização da economia.

Bolsonaro é Temer

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, salientou a necessidade de desmascarar para a classe trabalhadora quem é o verdadeiro Bolsonaro, que está fugindo dos debates com Haddad para esconder a falta de propostas para os problemas do povo brasileiro.

“Ele, enquanto deputado federal, votou a favor de todos os retrocessos do governo ilegítimo de Michel Temer. Foi favorável à lei da terceirização irrestrita; apoiou a chamada lei do teto dos gastos, que congelou por 20 anos os investimentos públicos em saúde, educação e segurança; foi contra a lei que garantiu direitos para as domésticas; e se absteve na votação da reforma trabalhista, que tira direitos previstos na CLT”, lembrou.

Vice de Bolsonaro quer acabar com 13º salário

O fim do 13º salário, defendido em Uruguaiana pelo candidato a vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), foi apontado por todos como motivo de enorme preocupação.  “Ele disse que é contra a existência do 13º salário, que é a saída das famílias para equilibrar as contas no final do ano e ajuda a aquecer a economia”, frisou Nespolo.

Barrar a violência

Para o dirigente da CUT-RS, a segurança também preocupa o movimento sindical diante da onda de assaltos e do crescimento do tráfico de drogas. “A solução, no entanto, não é armar a população e construir mais presídios. É preciso barrar a escalada da violência, melhorando a segurança pública e investindo em políticas de geração de emprego, educação e inclusão social”, apontou.

Claudir na reunião

Bolsonaro é candidato dos patrões

Nespolo criticou a coação eleitoral praticada por várias empresas, para que os funcionários votem em Bolsonaro. “Isso é ilegal e mostra que ele é o candidato dos patrões, pois defende a retirada de direitos dos trabalhadores”, ressaltou frisando que as denúncias recebidas pela CUT-RS têm sido encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho.

O MPT já obteve duas liminares na Justiça contra Móveis Kappesberg, de Tupandi, e Construtora Mânica, de Carazinho, obrigando as empresas a se abster de coagir funcionários em favor de determinado candidato. “Ele pinta na campanha uma imagem de cidadão de bem, mas em 27 anos como deputado federal só sugou dinheiro público e não aprovou nenhum projeto relevante para quem trabalha e produz”, desabafou o presidente da CUT-RS.

Campanha nas redes sociais

Os sindicalistas observaram a importância das redes sociais na campanha e a necessidade de as entidades e os dirigentes sindicais aturarem com maior intensidade para defender as propostas dos trabalhadores e combater o ódio e as mentiras com a verdade dos fatos.

“Este ano percebemos que o tempo de televisão foi quase irrelevante para as eleições. O PSL foi para o segundo turno e conquistou a segunda maior bancada do Congresso com apenas alguns segundos de TV. O WhatsApp,o Facebook e o Twitter dominaram o debate eleitoral”, analisou o secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr,

Para ele, “os apoiadores de Bolsonaro atuaram difundindo bastante notícias falsas sobre Haddad e Manuela, as chamadas Fake News, o que devia ser punido com rigor pelo TSE. Temos que reagir e construir uma ofensiva nas mídias sociais para as próximas duas semanas, a fim de esclarecer os trabalhadores e as trabalhadoras sobre os riscos que o candidato do ódio e da violência representa para o Brasil”, salientou.

Encaminhamentos

Ficou decidida a criação de uma coordenação com representantes das centrais sindicais para atuar junto aos trabalhadores e às trabalhadores, denunciando os retrocessos de Bolsonaro e mostrando os compromissos de Haddad com a revogação da reforma trabalhista e da lei do congelamento de investimentos sociais.

Também foi aprovada a elaboração de um material impresso para distribuição em portas de fábrica e locais de trabalho. Além disso, foi definida a formação de um coletivo de comunicação do movimento sindical para intensificar a atuação nas redes sociais.

“Estamos diante da maior campanha salarial das nossas vidas e não podemos colocar em risco todas as conquistas da classe trabalhadora, a própria existência das entidades sindicais e a integridade física de seus dirigentes”, alertou Nespolo. “A intolerância, a violência e o fascismo ameaçam os empregos, os direitos, a liberdade e a democracia”, concluiu.

 

 

Fonte: CUT-RS