Central Única de Trabalhadores

CUT-RS e centrais protestam contra caos no INSS e em defesa dos serviços públicos nesta sexta

13 fevereiro, quinta-feira, 2020 às 5:41 pm

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Caos-no-INSS-2

Caos no INSS1

A CUT-RS, centrais sindicais e movimentos sociais realizam no início da manhã desta sexta-feira (14), das 7h às 10h, um ato de protesto contra o sucateamento da Previdência Social e em defesa dos serviços públicos, em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Travessa Mário Cinco Paus, atrás da Prefeitura, no centro de Porto Alegre. Haverá também manifestações em vários estados do país.

Haverá panfletagem e diálogo com a população e os servidores. As entidades irão denunciar o desmonte e o caos instalado no atendimento do INSS, que tem gerado filas tanto nas agências quanto pela internet e tem prejudicado milhões de trabalhadores e trabalhadoras que estão à espera da análise de pedidos de concessão de benefícios.

“Vamos chamar a atenção para o sucateamento e a destruição da Previdência em consequência da falta de investimentos e da má gestão do governo Bolsonaro e alertar que a população tem que exigir que os problemas sejam resolvidos”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci. “É injusto que o trabalhador e a trabalhadora, mesmo contribuindo todos os meses, quando mais precisam do INSS não são atendidos com dignidade”.

Caos no INSS

Pedidos de aposentadorias e pensões, de auxílio-doença e outros benefícios se encontram travados para cerca de dois milhões de brasileiros e brasileiras, que aguardam nas filas. A liberação do salário-maternidade está atrasada para mais de 108 mil mulheres. Por lei, o prazo máximo para a concessão é de 45 dias.

O caos e demora no atendimento do INSS é resultado da política contrária à existência de serviço público de qualidade e pró-privatização do governo Bolsonaro, que congelou investimentos e cancelou os concursos públicos, o que resultou no fechamento de agências, na falta de servidores  – nem os que morrem ou se aposentam são substituídos -, e na precarização das condições de trabalho por falta inclusive de equipamentos que funcionem.

Fila no INSS1Foto: Reprodução

Com esse desmonte, as agências do INSS estão sobrecarregadas, sem condições de atender à alta demanda de pedidos, ocorridas especialmente por causa da reforma da Previdência que entrou em vigor em novembro do ano passado. "A solução não é convocar militares na reserva, que não possuem qualificação para esse trabalho, mas sim realizar concurso público para preencher as vagas existentes", salienta Amarildo.

Para o presidente da CUT-RS, essa situação poderá se repetir em outros serviços públicos, como saúde, educação e assistência social, que já sofreram cortes de recursos no primeiro ano da gestão do Bolsonaro.

Apoio à greve dos petroleiros e defesa das empresas públicas

Os sindicalistas irão defendem também a greve nacional dos petroleiros e das petroleiras, que já dura 13 dias, e a manutenção das empresas públicas, como a Petrobrás, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios, o Dataprev, o Serpro, a Casa da Moeda, o Banrisul, a Procergs, a CEEE, a Corsan, a CRM e a Sulgás.

O governo Bolsonaro quer vender em agosto a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, que é a maior indústria no Rio Grande do Sul, para aumentar os lucros das multinacionais e elevar ainda mais os preços dos combustíveis.

"O desmonte e a privatização das empresas estatais não interessam ao povo brasileiro e só atendem ao apetite insaciável do mercado financeiro", ressalta Amarildo.

Petroleiros em greve5 (3)Foto: Sindipetro-RS

 

Fonte: CUT-RS com CUT Brasil