Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS e centrais lançam jornada estadual de lutas no dia 22 em coletiva de imprensa

17 setembro, quinta-feira, 2015 às 4:46 pm

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Foi grande a presença da imprensa na entrevista coletiva concedida pela CUT-RS, centrais sindicais e movimentos sociais no começo da tarde desta quinta-feira, 17, no centro de Porto Alegre. A atividade iniciou na Praça da Matriz e encerrou no saguão da Assembleia Legislativa, com os líderes do movimento sindical explicando como será o dia estadual de lutas com greves, paralisações e protestos contra o tarifaço do governo Sartori (PMDB), que será realizado na próxima terça-feira, 22, em todo o Estado.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, esclareceu que as atividades dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada irão acontecer desde a madrugada na Capital e em diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul. “O objetivo das manifestações é mostrar toda a indignação dos trabalhadores do campo e da cidade e da sociedade gaúcha, com o absurdo tarifaço proposto pelo governo Sartori”, disse.

A partir do meio dia, haverá uma grande concentração na Praça da Matriz, pois nesta data o governo pretende aprovar na Assembleia Legislativa RS o projeto de aumento linear do ICMS, que terá um impacto profundo no emprego e na economia gaúcha.

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De acordo com Claudir, os trabalhadores dos municípios próximos a Porto Alegre, após realizarem suas manifestações pela manhã, devem se dirigir para a Praça da Matriz. “A elevação da alíquota não resolve a crise financeira do Estado e vai penalizar a classe trabalhadora. Sobre os impostos, a CUT defende que quem ganha mais deve pagar mais. . O governo deveria largar o pé do servidor, cobrar os sonegadores, revisar as isenções e renúncias fiscais e renegociar a dívida do estado com a União”, defendeu.

Os representantes das entidades também denunciaram a tentativa do governo de reduzir os serviços públicos de saúde, educação, segurança e o ataque aos direitos dos servidores. “Vamos fazer uma grande atividade na próxima terça. Nossa expectativa é repetir o dia 18 de agosto, quando 50 mil servidores foram às ruas”, afirmou a presidente da CPERS/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Os dirigentes sindicais também lembraram a morte do diretor da CUT Metropolitana e vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Sindsepe-RS), Rogério da Silva Ramos, assassinado a tiros na noite desta quarta-feira, 16, quando esperava a esposa na parada de ônibus na zona norte de Porto Alegre.

“Sem dúvida, o Rogério estaria aqui conosco lançando o dia estadual de lutas. Vamos  fazer um grande ato no dia 22 em memória do nosso companheiro, que é mais uma vítima do descaso do governo estadual com a sociedade”, declarou o presidente do Sindsepe-RS, Cláudio Augustin.

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Confira a convocação do movimento sindical gaúcho


O RIO GRANDE VAI
PARAR NO DIA 22


CONTRA O AUMENTO DO ICMS, A REDUÇÃO DOS 
SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, O ATAQUE AOS DIREITOS DOS SERVIDORES ESTADUAIS,
E EM DEFESA DO PATRIMÔNIO DO POVO GAÚCHO

As centrais sindicais e os movimentos sociais do Rio Grande do Sul, reunidos na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), abaixo assinados, conclamam a população a participar do primeiro dia estadual de greves, paralisações, protestos e manifestações contra as políticas neoliberais do governo Sartori (PMDB) e em solidariedade às justas lutas dos servidores públicos.

As mobilizações serão realizadas no próximo dia 22 de setembro (terça-feira). Será a data em que o governo pretende aprovar na Assembleia Legislativa o projeto de aumento linear do ICMS e outras medidas prejudiciais, como a extinção de fundações, a lei de “responsabilidade fiscal” estadual, a redução de serviços públicos, como saúde, educação e segurança, e implantar mecanismos de gestão privada para cortar investimentos em políticas públicas, como na agricultura familiar, e precarizar o atendimento da população.

O objetivo da mobilização é mostrar toda a indignação dos trabalhadores do campo e da cidade e da sociedade gaúcha, e protestar contra o absurdo tarifaço que, se for aprovado, não resolverá a crise financeira do Estado e irá agravar o desemprego e a inflação, prejudicando a produção e o consumo e penalizando a classe trabalhadora e a população.

As manifestações ocorrerão desde a madrugada nas principais cidades do Estado, convergindo ao meio-dia para uma grande concentração na Praça da Matriz, em Porto Alegre, e atos unitários nas cidades mais distantes.

Sartori tem que largar o pé dos servidores públicos, deixar de parcelar e voltar a pagar os salários em dia, e combater a enorme sonegação de impostos.  Hoje, a sonegação no RS corresponde a 27,6% do ICMS, o equivalente a R$ 7,33 bilhões ao ano. É preciso também cobrar os devedores. Somente 114 empresas devem R$ 654 milhões ao Estado. Também é fundamental revisar as isenções e renúncias fiscais, e renegociar a dívida pública com a União. Em 1998, o RS contratou um empréstimo de R$ 10 bilhões com a União, sendo que até 2011 já havia pago R$ 15 bilhões e ainda permanecia com dívida de R$ 40 bilhões.

Além disso, o governador tem que preservar o patrimônio do povo gaúcho em vez de preparar terreno para retomar as privatizações. A venda das empresas públicas no governo Britto foi rejeitada pela sociedade.

O momento é de muita unidade e forte compromisso de cada entidade para mobilizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade, a fim de aumentar o poder de pressão sobre os deputados e as deputadas, visando derrotar as políticas do Sartori, que são nocivas e só atendem aos interesses dos grandes grupos econômicos, e colocam em risco avanços e conquistas históricas do povo gaúcho.

Porto Alegre, 17 de setembro de 2015.

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Federação dos Trabalhadores da Educação Privada/CUT (8 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS/CUT (27 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Alimentação/CUT (37 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Saúde/CUT (27 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Municipários/CUT (300 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Sapateiros/CUT (12 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Bancários/CUT (37 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar/CUT (66 sindicatos filiados)

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – 5 federações e 152 sindicatos filiados

Intersindical

CSP/Conlutas

Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

FESSERGS/NCST

Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais

Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS-RS) – MST, MPA, MLNM, CONAM, FEGAM, MTD, Pastorais Sociais, UNE, UJS, MMM, MJT, Levante da Juventude, A Marighela, UNEGRO, MAB

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