Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS distribui mais 80 cestas básicas para famílias vulneráveis de Porto Alegre

16 outubro, sexta-feira, 2020 às 3:11 pm

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A CUT-RS entregou mais 80 cestas básicas de alimentos orgânicos, produzidos pela agricultura familiar, na manhã desta sexta-feira (16), para trabalhadores em situação de vulnerabilidade social nos bairros Sarandi, Humaitá, Farrapos, Partenon, Vila Cruzeiro, Restinga e Rubem Berta, em Porto Alegre.

A ação é parte da campanha solidária em parceria com o Sinpro-RS, SindBancários, Adufrgs Sindical, Semapi-RS, Senergisul, Sindiserf-RS e Sindipetro-RS, que ajuda famílias que perderam emprego e renda durante a pandemia de Covid-19. Os alimentos foram trazidos pela Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafitt).

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, afirma que a solidariedade é muito importante, mas, acima disso, está a conscientização da população para a necessidade de outro projeto econômico para o país.

“Temos que gerar emprego e renda, pois o dinheiro do auxílio emergencial não vai durar para sempre e, quando os recursos terminarem, milhões de brasileiros ficarão desamparados, agravando ainda mais a crise econômica em que vivemos. Por isso, além de distribuir as cestas básicas, nós formamos consciência de classe para os mais vulneráveis da capital gaúcha”, explica o dirigente sindical.

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Para ele, a situação da crise agravada pelo coronavírus pode crescer ainda mais com a retomada do calendário escolar, anunciado pelo governador Eduardo Leite (PSDB), a partir da próxima terça-feira (20).

“Com a abertura da rede escolar pública, teremos um aumento no número de casos de infectados e a atividade econômica corre o risco de ser paralisada de forma parcial ou total já nas próximas semanas”, alerta Amarildo.

Segundo ele, “é inadmissível que as escolas gaúchas retomem o calendário de aulas presenciais sem testagem em massa e sem álcool gel e máscaras para toda a comunidade escolar. Isso vai acabar prejudicando a todos nós, mas mais ainda as famílias vulneráveis, que estão desempregadas e sem renda.

“Portanto, temos que lutar contra essa sentença de morte que Leite quer aplicar em estudantes, professores e funcionários das escolas. A agenda do governador está cada dia mais em sintonia com o governo genocida de Bolsonaro”, critica.

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Para o presidente da CUT-RS, a fome é uma pandemia tão dura quando a de cornonaírus e que afeta muito mais gente.

“Mais de 14% da população brasileira está desempregada, o maior índice da série histórica brasileira. Nós, enquanto central sindical, não podemos ser indiferentes a isso. Temos é que denunciar Bolsonaro, que vira as costas para os trabalhadores e dá tudo de bandeja para o mercado financeiro e o agronegócio”, conclui Amarildo.

 

Fonte: CUT-RS