Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS distribui mais 70 cestas básicas de alimentos para famílias carentes de Porto Alegre

4 setembro, sexta-feira, 2020 às 5:47 pm

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A CUT-RS entregou nesta sexta-feira (4) mais 70 cestas básicas de alimentos orgânicos, produzidos pela Agricultura Familiar, para trabalhadores e trabalhadoras em situação de vulnerabilidade social nos bairros Humaitá, Restinga, Sarandi, Cruzeiro, Partenon, Glória, Lomba do Pinheiro e Bom Jesus, em Porto Alegre

A iniciativa é mais um gesto concreto da campanha solidária da CUT-RS em parceria com Sinpro-RS, SindBancários, Adufrgs Sindical, Semapi-RS, Senergisul, Sindiserf-RS, Sinttel-RS e Sindipetro-RS, que desde o início da pandemia do coronavírus busca garantir alimentação para famílias carentes que perderam suas fontes de renda devido à crise econômica e sanitária. Os alimentos foram trazidos pela Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafitt).

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Alimentos com panfletos contra o tarifaço de Eduardo Leite

Junto aos alimentos, foram distribuídos também panfletos da CUT-RS que denunciam as maldades do tarifaço do governador Eduardo Leite (PSDB) encaminhado no último dia 10 de agosto para a Assembleia Legislativa. Trata-se de uma falsa reforma tributária, pois, se for aprovada pelos deputados estaduais, vai encarecer especialmente a cesta básica de alimentos e o gás de cozinha.

“Temos de ser solidários com os trabalhadores mais vulneráveis e que perderam suas fontes de renda durante a pandemia, mas também temos de conscientizar a população sobre os absurdos do tarifaço que o governador quer empurrar para cima da população. Essa chamada reforma tributária é ruim para todos. Para quem produz, vende e consome”, avaliou o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

“Muitos dos produtos que estão nessas cestas que hoje estamos distribuindo, como ovos e legumes, vão subir de preço, dificultando ainda mais o acesso dos trabalhadores mais pobres à uma alimentação digna. As famílias carentes que estão sendo beneficiadas com as doações terão ainda mais dificuldades para colocar comida na mesa”, alertou.

Panfletos recebidos

Política genocida de Bolsonaro

O dirigente sindical fez também críticas à política genocida de Bolsonaro, que fecha os olhos diante dos números das vítimas de Covid-19, que já causou mais de 14 mil mortes e mais de 4 milhões de infectados no Brasil.

“Enquanto o povo é entubado e faltam respiradores nos hospitais, Bolsonaro articula a retirada de direitos da classe trabalhadora, através de medidas provisórias e, agora, por meio de uma reforma administrativa que visa destruir os serviços públicos e os servidores. O Brasil só terá paz quando esse genocida sair do poder”, ressaltou Amarildo.

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Situação pode piorar após a pandemia

Para Itanajara Almeida, coordenadora executiva do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Pontos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma) e uma das parcerias da CUT-RS, é importante que todos se mobilizem para garantir alimentos e produtos de higiene para quem mais precisa.

“Nós entramos com ações judiciais contra o Estado para que pudéssemos receber, através da Secretaria de Cidadania e Ação Social algum tipo de auxílio para famílias carentes e moradores de rua da Capital, mas infelizmente esse direito nos foi negado”, disse a líder comunitária.

Ela salientou que “em plena pandemia, a prefeitura não consegue dar conta do número de pessoas vulneráveis e a situação pode piorar ainda mais, após a pandemia, com os desdobramentos da crise econômica. O poder público precisa assumir a sua cota de responsabilidade”.

“Neste momento, os povos tradicionais de matriz africana estão contando com a solidariedade dos sindicatos”, destacou, agradecendo “de coração” a solidariedade da CUT-RS e dos sindicatos.

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Fonte: CUT-RS