Central Única de Trabalhadores

CUT-RS denuncia crueldade da reforma de Bolsonaro no lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Previdência Pública

11 abril, quinta-feira, 2019 às 6:12 pm

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Frente ampla

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A Assembleia Legislativa do RS lançou, no início da tarde desta quinta-feira (11), a Frente Parlamentar de Apoio à Previdência Pública, iniciativa do deputado Pepe Vargas (PT). O propósito, segundo ele, é fazer a defesa do sistema de previdência pública do Brasil e dos direitos dos trabalhadores, que têm sido alvos de desmonte por parte do governo federal.

“Defender a previdência pública significa garantir que pessoas possam viver com dignidade todas as etapas da vida”, declarou Pepe, que prometeu percorrer o Rio Grande do Sul com entidades sindicais e sociais para discutir com a população a reforma da Previdência, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.

O presidente da Frente Parlamentar disse ainda que o regime de capitalização, como quer o governo, não deu certo em nenhum dos países em que foi instituído. “Foi um desastre social em todos os 30 países que implantaram este modelo nos anos 90. Dos 30 que adotaram a capitalização, 18 já recuaram. No Chile, o modelo é um desastre. Lá, 50% das mulheres recebem uma aposentadoria de U$S 42,00 e os homens de US$ 80,00”, revelou Pepe.

Pepe e Sofia

Só os banqueiros ganham

A presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schüerer, também fez um alerta sobre as consequências sociais da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras previdenciárias, encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional.

“Só os banqueiros ganham. Para os trabalhadores, resta 60% da média de todos os anos de contribuição, justamente, no momento em que mais precisam de cuidados com a saúde. No Chile, que implantou o mesmo modelo, só no ano passado, mil aposentados se suicidaram. E no Japão, idosos cometem pequenos delitos para irem presos e terem moradia e alimentação”, relatou.

Helenir na Frente

“O CPERS está desde o dia 27 de fevereiro na estrada alertando a categoria sobre a Reforma da Previdência. Estaremos juntos em todos os espaços para ampliar esta discussão. Não permitiremos esse retrocesso”, afirmou Helenir.

Crueldade

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, disse que "a Frente Parlamentar é mais uma trincheira de luta para que a gente possa debater com a sociedade o desastre que representa essa proposta do governo Bolsonaro". Para ele, "se a reforma do Temer era ruim, a do Bolsonaro é pior ainda porque é o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros e brasileiras".

O dirigente sindical disse que a CUT é contra a reforma e classificou a proposta de "cruel", pois, segundo ele, "muitos terão que trabalhar até morrer ou morrerão trabalhando". Além disso, "os valores dos benefícios serão menores e também afetará os já aposentados". Ao mesmo tempo, "mantém privilégios, como dos militares, enquanto acaba com o sonho de uma aposentadoria digna", disse.

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Ademir destacou que a CUT já está mobilizando os sindicatos a participarem das audiências públicas que a Frente Parlamentar irá promover no interior do Estado, visando esclarecer a população sobre o conteúdo perverso da reforma. "Estamos discutindo também com as centrais sindicais a construção de nova greve geral para dar um basta nesta proposta", enfatizou.

Não existe déficit da Previdência

O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, considera que se concretiza no Brasil “o maior ciclo de regressão civilizatória de sua História”, com o desmantelamento de direitos sociais e trabalhistas numa “escala nunca vista”. Para ele, só há uma verdade nas alegações do governo: “vai ser uma nova previdência, pois o sistema deixa de ser público para ficar atrelado aos bancos. Sem dúvida, uma mudança radical”, apontou.

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Vidor lembrou ainda que a CPI da Previdência Social, realizada pelo Senado, demonstrou que o alegado deficit não existe. “Nem as justificativas e nem a proposta são sérias. O governo quer economizar R$ 1 trilhão em dez anos cortando os direitos dos trabalhadores, mas gasta R$ 1 trilhão por ano com a dívida pública”, comparou.

Os sindicalistas lembraram que o próximo 1º de Maio será um dia nacional de lutas em defesa da Previdência Pública e contra a reforma de Bolsonaro, a ser organizado de forma unitária pelas centrais sindicais.

Além de Pepe Vargas, a cerimônia de instalação da Frente Parlamentar contou com a presença dos deputados Zé Nunes (PT) e Sofia Cavedon (PT). Também compareceram várias centrais, federações e sindicatos.

Assista à transmissão da Rede Soberania!

 

 

Fonte: CUT-RS com Assembleia Legislativa do RS