Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS defende ampliação de políticas públicas para a juventude trabalhadora

21 outubro, quarta-feira, 2015 às 9:34 pm

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Audiência Pública na Assembleia foi preparatória à 3ª Conferência Nacional da Juventude

A CUT-RS participou da audiência pública sobre os direitos da juventude trabalhadora, em preparação à 3ª Conferência Nacional da Juventude, na noite de quarta-feira, 21. A discussão, que reuniu parlamentares e entidades interessadas no tema, foi uma iniciativa da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS.

O deputado Júnior Piaia (PCdoB), que presidiu o encontro, sublinhou a importância do debate, justamente num período em que a nossa sociedade enfrenta um avanço de ideias conservadoras e que colocam em risco a própria democracia e a ampla participação dos jovens nas decisões sobre os rumos do país. Ele reforçou a necessidade da ampliação das políticas públicas voltadas para o atendimento das necessidades da juventude, como as que envolvem trabalho, educação e vida familiar.

A representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Márcia Ustra, destacou que, desde o final da década de 1990, a entidade que representa defende o conceito de trabalho decente, em contraposição a todas as formas de exploração existentes no mundo do trabalho. Ela salientou a necessidade de se promover a igualdade no mundo do trabalho para a juventude, que ainda enfrenta dificuldades para se integrar plenamente à vida em sociedade. Segundo Márcia, existem no mundo 200 milhões de jovens que recebem salários insuficientes para a manutenção de uma vida de qualidade.

“A juventude brasileira é trabalhadora e quer trabalhar”, reafirmou a representante da OIT ao sublinhar que 34 milhões de jovens trabalham no Brasil ou estão em busca de um trabalho decente, contradizendo a ideia ainda presente de que os jovens não querem trabalhar. Márcia defendeu a implementação de políticas públicas que conciliem emprego, educação e vida familiar. “Precisamos construir políticas públicas diferenciadas para determinados públicos, conforme o grau de vulnerabilidade”, disse ao recordar que o mundo do trabalho exclui seletivamente jovens, mulheres, negros, pessoas com deficiência e idosos.

A palestrante também defendeu a ampliação do diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores, na construção de uma agenda nacional e estadual sobre o trabalho decente e que leve em conta o trabalho, a educação e a vida familiar.

Mais condições para a juventude trabalhadora

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Secretária da Juventude da CUT-RS, Letícia Raddatz lembrou a importância de ampliação das políticas públicas para os jovens

A secretária da Juventude da CUT-RS, Letícia Raddatz, afirmou que a entidade está retomando o debate sobre a participação da juventude para construir políticas públicas voltadas para os jovens, destacando que tais programas devem garantir a conciliação de trabalho e estudo.

“O trabalho da juventude é uma discussão muito necessária. Problemas como precarização, informalidade, desemprego, rotatividade e baixos salários são comuns em toda a classe trabalhadora, mas atinge com mais intensidade os jovens”, disse.

Letícia também parabenizou a realização da audiência com a representação da OIT que trouxe elementos que qualificaram o debate. “Conseguimos fazer uma discussão bastante profícua e abrangente. Abordamos os jovens trabalhadores do campo, da cidade, da cultura. Foi uma audiência com uma diversidade de questões e representações bastante rica”, avaliou.

O representante da CTB, Igor Pereira, reafirmou a necessidade da defesa da democracia e maior participação dos jovens nas discussões dos rumos do país. Lembrou  que existem 34 milhões de jovens inseridos no mundo do trabalho no Brasil e defendeu a ampliação de políticas públicas que possibilitem maior acesso às universidades, além da melhoria das condições de vida para a permanência dos jovens no meio rural.

 Presenças

Também participaram do debate entidades estudantis, o deputado Jeferson Fernandes (PT), o Movimento Político pela Unidade e Rede Sustentabilidade, Coletivo Cinema 8, Sindicato dos Petroleiros do RS e Guaí, dentre outros.

As contribuições recolhidas na audiência pública serão disponibilizadas pela Comissão para que possam integrar os debates da 3ª Conferência Nacional da Juventude.

 

 

Fonte: CUT-RS com informações da AL/RS