Central Única dos Trabalhadores

CUT-RS cobra reajuste de 11,55% do mínimo regional na terceira audiência pública em Caxias do Sul

8 dezembro, terça-feira, 2015 às 8:23 am

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Cerca de 100 pessoas participaram na tarde desta segunda-feira (7), na Câmara e Vereadores de Caxias do Sul, da terceira audiência pública para discutir o reajuste do salário mínimo regional a partir de janeiro de 2016. O evento promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, a partir de proposta do deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), foi presidido pelo deputado Tarcísio Zimmermann (PT).

Com o tema “os impactos e a importância do piso regional para o desenvolvimento econômico e social do RS”, a audiência reuniu dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores, e representantes das federações dos sapateiros, metalúrgicos e trabalhadores na alimentação, e dos sindicatos dos metalúrgicos, bancários, comerciários, professores, alimentação, construção e mobiliário, hotéis e restaurantes, limpeza, dentre outros.

As centrais sindicais reivindicam 11,55% de aumento no piso regional. De acordo com o secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Antônio Guntzel, com este índice, descontada a inflação do período, se conseguiria manter o piso regional no patamar de 1,30% acima do salário mínimo nacional, um dos objetivos quando da criação do mínimo regional. “Esse dinheiro vem para movimentar o comércio local. Isso estimula a indústria e toda a cadeia produtiva, assim como a criação de empregos”, destacou.

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Durante a audiência, os dirigentes das centrais deram informes do encontro ocorrido pela manhã com os secretários Miki Breier (Trabalho e Desenvolvimento Social), Cristiano Tatsch (Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional) e Fábio Branco (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), em Porto Alegre, que reuniu direntes das centrais e das federações empresariais (Fecomércio, Federasul e Fiergs). Não houve avanços para os trabalhadores.

Antônio criticou “a enrolação do governo do Estado, que nos últimos dois meses vem agendando reuniões com os secretários e o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, mas sem marcar uma audiência com o governador José Ivo Sartori para definir o envio de um projeto de lei em regime de urgência para a Assembleia Legislativa, a fim de que a proposta seja debatida e votada pelos deputados para garantir o pagamento aos trabalhadores”.

O dirigente da CUT-RS lamentou a ausência dos representantes das federações patronais na audiência. “Ao invés de espalharem boatos e falsos mitos sobre o piso regional, os patrões deveriam participar dos debates para confrontar ideias e ouvir os trabalhadores e a sociedade”, defendeu.

O deputado Tarcísio, que era secretário do Trabalho no governo Olívio, quando foi criado o mínimo regional em 2001, fez uma apresentação com gráficos e tabelas, enfatizando a evolução ao longo dos anos. Para ele, “o piso regional é uma referência, mas não impositiva para as negociações das categorias”. Com esse instrumento, segundo o parlamentar, “o RS não perdeu capacidade de atração de novos investimentos”.

Novas audiências serão realizadas no interior do Estado, na próxima segunda-feira (14), às 14h, em Pelotas, e no dia 21, às 19h, em Passo Fundo. Ambas ocorrem nas respectivas câmaras municipais.

ADESIVO piso regional

Fonte: CUT-RS com Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul