Central Única de Trabalhadores

CUT repudia imagem sexualizada da mulher em propaganda do Santander

19 outubro, segunda-feira, 2015 às 5:33 pm

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CUT bandeira

A CUT divulgou nesta segunda-feira (19) uma nota de repúdio contra a campanha de mídia do Santander, que usa a imagem sexualizada da mulher, no caso uma funcionária do próprio banco, para motivar a abertura de conta corrente na instituição financeira.

“Repudiamos o uso desse tipo propaganda, que reduz o corpo humano à condição de mercadoria e exigimos que sejam retiradas de imediato toda a publicidade que ofende toda a categoria, ao tentar relacionar a atividade profissional bancária à sexualidade”, afirma o documento.

Leia a íntegra da nota da CUT:

Tudo é mercadoria no Santander

A Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT vem a público repudiar veementemente o uso da imagem sexualizada da mulher como forma de atrair novos clientes ao banco.

Este banco agride sistematicamente a saúde física e mental das trabalhadoras e trabalhadores, através da imposição de metas de produtividade, e de várias formas de pressão, tem também um largo histórico de práticas anti-sindicais, tentando sempre dificultar as ações do sindicato na defesa dos direitos, da vida e da dignidade das trabalhadoras e trabalhadores.

Para esse banco, tudo é tratado como mercadoria, para gerar mais e mais lucros. Além de toda essa agressão, o banco agora veicula peças publicitárias onde exibe uma imagem sexualizada do corpo feminino como atrativo para seus clientes, tratando-o como mais uma de suas mercadorias a disposição do capital.

Repudiamos o uso desse tipo propaganda, que reduz o corpo humano à condição de mercadoria e exigimos que sejam retiradas de imediato toda a publicidade que ofende toda a categoria, ao tentar relacionar a atividade profissional bancária à sexualidade.

A CUT se solidariza com a categoria na luta pelo respeito à dignidade das mulheres.

Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT

Junéia Martins Batista, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

Joyce

Fonte: CUT Nacional