Central Única dos Trabalhadores

CUT e movimentos sociais esperam reunir milhares em atos nesta quarta contra o golpe e pela queda de Cunha

16 dezembro, quarta-feira, 2015 às 12:25 pm

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Protesto

Protesto

Centrais sindicais, movimentos sociais e intelectuais realizam nesta quarta-feira (16), em 20 estados, manifestações em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal e a favor da saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os militantes são contra a proposta de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Não há nenhuma comprovação de crime por parte da presidenta Dilma, e o impeachment sem base jurídica, motivado pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é golpe”, afirmam.

O ato está sendo organizado pela Frente Brasil Popular, organização que reúne 66 movimentos sociais e sindicatos, como a CUT, a CTB, a Intersindical, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Em Porto Alegre, a partir das 17h, haverá vigília contra o golpe em frente à Prefeitura Municipal, no centro da capital gaúcha.

“A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento e o fortalecimento da democracia e as reformas populares. O impeachment representa um claro retrocesso na construção deste caminho”, defendem os movimentos. Na cidade de São Paulo, a concentração para o ato ocorrerá a partir das 17h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

O presidente CUT, Vagner Freitas, avaliou que o movimento do impeachment busca atacar os direitos dos trabalhadores. “Acima de tudo somos contra o impeachment porque ele tira direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras e da sociedade de maneira geral, um ato capitaneado pelos conservadores”, destacou.

Trabalhadores do campo também estão mobilizados, por entenderem que o golpe pode prejudicar conquistas dos últimos 13 anos. “Temos clareza de que será um retrocesso. Construímos políticas importantes para o campo, como o Programa de Aquisição de Alimentos – em que prefeituras adquirem parte da produção dos camponeses. É preciso avançar muito ainda, mas não é tirando este governo, eleito democraticamente, que vamos melhorar”, afirmou o diretor nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) Charles Reginatto.

O pedido de impeachment redigido pelo jurista Hélio Bicudo, entre outros,, com base nas chamadas pedaladas fiscais, foi aceito no último dia 2 por Cunha – com apoio do PSDB – logo depois de o PT declarar que votaria a favor da continuidade do processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre a existência de contas em nome dele na Suíça – onde estão depositados US$ 5 milhões em seu nome.

Cunha é alvo de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. É acusado por parlamentares de se utilizar do cargo para evitar investigações mais aprofundadas e a cassação de seu mandato, inclusive tentando impedir o andamento do pedido de cassação de seu mandato no Conselho de Ética.

 

Fonte: Rede Brasil Atual