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Conquistas da greve dos bancários injetam R$ 11,2 bilhões na economia, aponta Dieese

30 outubro, sexta-feira, 2015 às 6:24 pm

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Passeata bancários

Passeata bancários

O reajuste de 10% nos salários, 14% nos vales refeição e alimentação e os novos valores da PLR dos bancários significam incremento anual de cerca de R$ 11,2 bilhões na economia, de acordo com projeção feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Desse montante, R$ 6,04 bilhões referentes ao pagamento da PLR, sendo que R$ 2,4 bilhões já devem ser distribuídos na antecipação, em até 10 dias depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho.

As diferenças salariais anuais dos bancários devem injetar R$ 4,240 bilhões na economia brasileira, sem contar os reflexos em FGTS e aposentadorias.

As diferenças nos auxílios refeição e alimentação devem ter um impacto anual de R$ 894 milhões na economia.

Assinatura

A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinam com Fenaban na próxima terça-feira (3), 16h, na Fenaban, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2015/2016, resultado da última negociação, após 21 dias de greve nacional da categoria.

Na ocasião também serão assinados os acordos aditivos específicos com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, bem como os acordos do PCR, com o Itaú, e da gratificação de R$ 3 mil com o HSBC.

A partir da data, os bancos têm até dez dias para depositar a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Aumento real pelo 12º ano consecutivo

Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui CCT com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 512 mil bancários de instituições públicas e privadas no Brasil.

Com o reajuste de 10%, os bancários acumulam 20,84% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos nos últimos 12 anos.

“Os bancários têm bons motivos para comemorar. Conseguimos avançar numa campanha em que os bancos, desde o início, alegavam não ter condição de dar um reajuste digno para os trabalhadores. Nossa união e mobilização garantiu pelo décimo segundo ano seguido aumento real para os salários”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

“Essa injeção de recursos é resultado da greve nacional da categoria e comprova mais uma vez a importância dos salários para melhorar não só a qualidade de vida dos bancários, mas também para fazer distribuição de renda e aquecer a economia brasileira, contribuindo para que o país volte a crescer “, aponta o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Contraf-CUT e secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr.

 

Fonte: CUT-RS com Sindicato dos Bancários de São Paulo