Central Única de Trabalhadores

Comunidade da UFRGS rejeita programa “Future-se” do governo Bolsonaro

17 agosto, sábado, 2019 às 2:56 pm

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Sessão da URGS

Sessão da URGS

O programa "Future-se" do governo Bolsonaro foi rejeitado nesta sexta-feira (16), na sessão pública do Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Com o Salão de Atos completamente lotado, professores, técnicos, estudantes e representantes de entidades representativas deram o seu recado sobre qual deve ser o posicionamento sobre o projeto.

Ao final da sessão, uma carta foi redigida pela comunidade universitária em que elenca as razões para dizer não ao "Future-se". De acordo com a reitoria, o documento servirá de base para que o conselho vote a posição oficial do CONSUN em sua próxima sessão, que deve ser convocada para o próximo dia 23. 

O reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, destacou que as instituições federais de ensino superior não participaram da elaboração do "Future-se". Ele também salientou que o programa foi lançado em um momento difícil para as universidades, com redução orçamentária e com questionamentos sobre o papel do ensino público.

Reitor (2)

Em uma apresentação, o reitor mostrou à comunidade um resumo do que é o "Future-se" e os riscos que representam a entrega da administração das universidades para Organizações Sociais (OSs). Emocionado o reitor finalizou com uma frase do manifesto dos estudantes de Córdoba em 1918: “as dores que ficam são as liberdades que nos faltam”.

Representando a ADUFRGS-Sindical, o diretor Jairo Bolter, professor do Campus Litoral Norte da UFRGS, afirmou que o "Future-se" deve ser recusado integralmente.

Jairo (2)

“Nada de tentar salvá-lo com modificações e alterações que o tornem mais palatável. Tudo que pode ser útil, no projeto, já existe e é feito nas Instituições Federais de Ensino. O que precisamos para o avanço da Educação Pública no Brasil é o descontingenciamento do orçamento das IFES e a revogação imediata da PEC da Morte (a Emenda Constitucional 95)", disse. 

 

Fonte: Portal Adverso – ADUFRGS Sindical