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Com corte de investimentos em segurança, outubro registra um ataque a banco a cada 20 horas no RS

10 outubro, quarta-feira, 2018 às 12:20 pm

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ataque ao Banrisul

ataque ao Banrisul

Ao meio-dia da última sexta-feira (5), quando assaltantes deixaram a agência do Banrisul de Santana da Boa Vista, na Região Sudeste do Estado, formando um cordão humano e fugindo com sacolas de dinheiro, o Rio Grande do Sul registrou o ataque a agência bancária de número 114 este ano. Se formos olhar para os casos registrados pelo levantamento do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, somente em outubro, nos primeiros cinco dias, chegamos a seis. É um ataque a agência bancária a cada 20 horas no Rio Grande do Sul.

No mesmo período do ano passado, quer dizer, de 1º de janeiro a 5 de outubro, o levantamento do SindBancários registrou 90 ataques a agências bancárias. Ao compararmos com os números no mesmo período deste ano (114), temos o registro de um incremento de 26,7% na violência contra agências bancárias de um ano para outro. Se formos levar em consideração os primeiros cinco dias do mês de outubro do ano assado, nem podemos comparar.

E não podemos comparar por duas razões: 1) O primeiro ataque a agência bancária em outubro de 2017 ocorreu no dia 10. 2) Teríamos que calcular os seis ataques dos primeiros cinco dias de outubro partindo de zero.

A comparação que podemos fazer é aquela talvez mais estarrecedora de todas. Outubro de 2018, ou seja, seus primeiros cinco dias já registraram o mesmo volume de ataques a bancos do que todos os 31 dias do outubro do ano passado.

Além disso, tem circulado nas redes sociais um vídeo da ação de Santana da Boa Vista. Impressiona pela violência do ataque com muitos tiros desferidos pela quadrilha e a exposição ao medo dos bancários da agência do Banrisul. Por esse motivo, nem reproduzimos as imagens no site oficial do Sindicato.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, tem dito que o crescimento no volume de ataques a agências bancárias está diretamente ligado à política de cortes de investimentos do governo Sartori (MDB).

“Desde 2015, fazemos o alerta para o crescimento da violência contra bancários por causa dos cortes de investimentos na segurança. Houve até dois aquartelamentos da Brigada Militar em 2016. Os bancários, vigilantes e clientes estão expostos a um risco que cresce com a falta de investimento e descaso do governo com a Segurança Pública”, avaliou Gimenis.

 

 

Fonte: SindBancários