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Cesta básica sobe 1,94% em janeiro e vai a R$ 432,64 em Porto Alegre, aponta Dieese

16 fevereiro, terça-feira, 2016 às 5:42 pm

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Cesta básica

Cesta básica

Em janeiro de 2016, a cesta básica de Porto Alegre, calculada pelo Dieese, registrou variação de 1,94%, passando de R$ 424,39 em dezembro de 2015 para os atuais R$ 432,64. Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos foram divulgados na manhã desta terça-feira (16), em coletiva de imprensa.

Em janeiro, houve aumento no preço do conjunto de bens alimentícios básicos em todas as capitais. As maiores altas ocorreram em Goiânia (15,75%), Aracaju (14,71%), Palmas (14,24%) e Brasília (13,32%). O menor aumento foi registrado em Curitiba (1,71%).

A capital com maior custo da cesta básica foi Brasília (R$ 451,76), seguida de São Paulo (R$ 448,31), Rio de Janeiro (R$ 448,06) e Vitória (438,42). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,20), Maceió (R$ 337,32) e Rio Branco (R$ 341,53).

Também foi anunciada hoje a ampliação da abrangência geográfica da pesquisa, de 18 para 27 capitais do País, agora incluindo também em Boa Vista, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luís, Maceió, Teresina e Cuiabá.

Entre os produtos que mais subiram de preço estão o feijão, o tomate, o óleo de soja, o açúcar, a banana, a carne a batata. A carne teve elevação em 20 capitais, com destaque para Aracaju (7,64%); Brasília (7,5%); Goiânia (6,26%) e Salvador (5,64%). A batata ficou mais cara em 10 localidades e as maiores correções ocorreram em Goiânia (37,61%); Brasília (27,56%) e campo Grande (23,22%).

Já o feijão encareceu em 26 cidades, com destaque para Belém (20,43%).De acordo com a análise técnica do Dieese, fatores climáticos, como a seca no Centro-oeste e as fortes chuvas no Sul e Sudeste, afetaram a produção da leguminosa.”Mesmo com a entrada da safra, o feijão está escasso para o consumo interno”, diz a nota técnica.

Piso do Dieese deveria ser de R$ 3.795,24 em janeiro

Conforme estimativas do Dieese, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 3.795,24, ou 4,3 vezes o mínimo vigente de R$ 880,00.

 

 

Fonte: Jornal do Comércio