Central Única de Trabalhadores

Campanha do Simpa mostra à população vereadores que estão contra a cidade e os trabalhadores

22 junho, sexta-feira, 2018 às 5:04 pm

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Vereadores de Poa

Vereadores de Poa

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) colocou nas ruas, há poucos dias, uma campanha denunciando os vereadores que têm agido contra os serviços públicos e os direitos da categoria.

Com o slogan “Vereadores aliados de Marchezan que destroem a cidade e atacam os serviços públicos e os municipários”, as peças publicitárias buscam esclarecer a população e a categoria sobre quem está contra a cidade e sua situação de abandono. A campanha conta com outdoors espalhados por vários pontos de Porto Alegre, lambe-lambes, cards para a internet e jornais distribuídos à população.

Uma das peças mostra o descaso com a capital gaúcha ao expor os mais de 4 mil buracos espalhados pelas ruas.

Com esses materiais, o Simpa espera levar à sociedade informações sobre a situação da cidade, em geral não mostrada nos grandes veículos de comunicação. Para o Sindicato, é fundamental informar a população sobre os ataques que a categoria municipária sofre e os objetivos de Marchezan, que busca sucatear os serviços públicos e reduzir os direitos e o número de servidores a fim de privatizar e terceirizar, beneficiando o setor privado em detrimento do público.

Vereadores contra a categoria

Desde o ano passado, quando Marchezan apresentou os projetos de lei que atacam o funcionalismo, o Simpa e a categoria têm procurado tanto o Executivo quanto os vereadores, mostrando os prejuízos que os projetos podem causar aos direitos dos trabalhadores, à qualidade do serviço público e mesmo à economia da cidade, solicitando que as matérias fossem retiradas pelo prefeito ou rejeitadas pela Câmara.

A intransigência por parte de Marchezan e sua equipe fez com que os municipários procurassem dialogar cada vez mais com os vereadores, conseguindo, de boa parte deles, o compromisso de votarem contra os projetos.

Em abril deste ano, Marchezan apresentou, para tramitar em regime de urgência, um pacote de 16 projetos de lei, dos quais sete atacam a carreira e os direitos da categoria. Somados a outros dois apresentados em 2017, são, ao todo, nove projetos, além do PELO 10/17, que possibilita a privatização do Dmae, órgão superavitário, com condições de atender toda a população e que, no entanto, corre o risco de entrar em colapso por negligência da prefeitura.

A aceitação, por parte do presidente da Câmara, vereador Valter Nagelstein (MDB), do pedido de urgência feito pelo prefeito, sem consulta ao plenário, levou um grupo de parlamentares a questionarem a legalidade da medida.

No dia 6 de junho, a Câmara rejeitou o relatório que questionava o regime de urgência e que fora aprovado na CCJ. Entre os que votaram contra, proferindo discursos contrários aos direitos dos municipários, estão os vereadores que figuram na campanha: Cássio Trogildo (PTB), Felipe Camozzato (Novo), Moisés Barbosa (PSDB), Mauro Pinheiro (Rede), Elizandro Sabino (PTB), Paulo Brum (PTB) e Professor Wambert (PTB).