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Brasil passa de 340 mil mortes e há risco de falta de oxigênio em mais mil cidades

8 abril, quinta-feira, 2021 às 1:48 pm

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UTI bem lotada

UTI bem lotada

O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira (7) 341 mil vidas perdidas pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia. Após registrar mais de 4 mil mortes, nas últimas 24 horas foram registradas outras 3.733 mil vítimas da doença. A curva de casos e mortes ainda é alta e há risco de desabastecimento de oxigênio em 1.068 municípios brasileiros.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, os gestores de saúde de mais de mil municípios relataram, em um levantamento, preocupação com o estoque de cilindros de oxigênio no Brasil. O total de cidades com dificuldades pode ser ainda maior, já que apenas uma parte respondeu ao questionário.

No balanço desta quarta-feira, foram confirmadas mais 92.625 infecções, totalizando mais de 13,1 milhões de pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus no Brasil.

Com os novos números diários, a média móvel de casos e mortes do país continua crescendo e chegou a 63.396 infecções e 2.744 mortes por dia, nos últimos sete dias, segundo o consórcio de imprensa

Os altos números vistos já no início de abril assustam especialistas e pesquisadores. Eles alertam que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo deste mês. Essa é a conclusão do último boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta terça-feira (6).

Segundo o documento, 20 das 27 unidades federativas estão com taxas de ocupação de UTIs superiores a 90%. O nível crítico das UTIs, somado às filas por um leito, contribui para a previsão de abril acabar como o pior mês da história da pandemia.

Segundo estimativa da Universidade de Washington, nos EUA, a previsão é de que o Brasil encerre o mês com quase 420 mil mortos O estudo, que leva em consideração as atualizações do Ministério da Saúde, esperava pico de óbito de 4 mil apenas para o dia 24, marca que foi superada agora no início do mês. Um dos fatores que eleva ainda mais os números é a volta do feriado de Páscoa, com a inserção de casos represados.

Taxa de ocupação de UTIs sofre leve queda em São Paulo

Apesar de o estado de São Paulo ter 10 regiões com mais de 90% de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a taxa de leitos de UTI para tratar pacientes com Covid-19 sofreu uma leve queda no estado, de acordo com dados do governo paulista.

Outras sete cidades ainda têm mais de 85% desses leitos ocupados. O número total de pacientes internados no estado caiu de 31.175, no dia 31 de março, para 29.085 nesta quarta. No entanto, a queda foi bem menor entre pacientes em UTI do que nos de enfermaria.

Na terça-feira (6), 88,6% dos leitos do estado estavam ocupados, enquanto na terça passada a ocupação era de 89,9%. Já a Grande São Paulo tinha lotação de 88%, contra 88,5% registrado na semana passada. Há 15 dias esse número era ainda maior, com 92,3% no estado e 92,2% na região metropolitana da capital.

No domingo (4) a taxa de ocupação no estado não ultrapassou a casa dos 90%, e quarta-feira (31) foi o último dia que SP marcou mais que 92% na taxa de ocupação das UTIs. 

A ocupação dos leitos de UTI segue uma tendência de queda, sugerindo que começaram a surgir algum efeito as medidas mais restritivas da fase emergencial.

RS ultrapassa 21 mil vítimas fatais

Foram registrados 243 óbitos em decorrência da covid-19 no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, já são 21.261 vidas perdidas no território gaúcho em função da doença. 

O RS também soma 875.450 infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, com a confirmação de 7.061 novos casos pela SES. Dos infectados até o momento, 839.406 (96%) são considerados recuperados e 14.711 (2%) estão em acompanhamento. 

De acordo com a SES, Porto Alegre foi a cidade com o maior registro de vítimas fatais, sendo 50 óbitos, seguida de Parobé (13), Novo Hamburgo (11), São Leopoldo (10), Cachoeirinha (9), Viamão, Alvorada e Canoas (8), Santa Maria (7), Gravataí (6), Camaquã e Caxias do Sul (4). 

Outras diversas cidades registraram, hoje, pelo menos um a três óbitos. Dos 497 municípios gaúchos, somente 20 não têm registro de vítimas fatais.

Após mais de um mês de leitos de UTI superando a taxa total de ocupação, a ocupação geral das UTIs em todo o estado teve leve recuo no início de abril. Às 18h desta quarta-feira, a ocupação estava em 95,7%. São 3.263 pacientes em 3.410 leitos de UTI. Dos internados, 2.308 (70,7%) têm diagnóstico positivo para a doença e mais 104 (3,2%) estão sob suspeita.

A rede privada segue com superlotação, com 110,4% de ocupação dos leitos de UTI em todo o estado. Já os leitos do Sistema Único de Saúde registram ocupação de 90,1%. Dos 2.464 leitos SUS em operação, 2.219 estavam ocupados.

A capital gaúcha segue com sistema hospitalar colapsado, registrando ocupação das UTIs de 103,30%. Ao menos sete hospitais estão atendendo além da sua capacidade, três estão ocupação máxima, três estão em lotação acima de 90%, dois estão acima de 80%, dois estão com ocupação acima de 70%. 

 

Foto: Sílvio Ávila – HCPA

 

Fonte: CUT Brasil e Brasil de Fato RS