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“Basta um sinal político vindo do poder público para disparar uma onda de desmatamento”

24 agosto, sábado, 2019 às 12:33 pm

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Queimadas1

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Sul21 – Em 11 de agosto, por volta das 16h30 da tarde, o motorista Aryneldo Silva estava sentado em frente ao seu sítio em Porto Velho, capital de Rondônia, quando percebeu diversos animais vindo em direção às casas. “Não era horário deles de aparecer, eles aparecem muito de vez em quando e no horário da noite, mais pra beira do igarapé, do rio, pra se alimentar”, conta.

Logo Silva percebeu que se tratavam de jabutis, cobras, pacas, cutias e tatus que fugiam do incêndio resultante das queimadas na região da floresta Amazônica. “Eu consegui pegar três jabuti pequenos e eles estavam praticamente queimados. As cobras estavam todas torradas”, relata. Naquele dia, o fogo chegou à cerca de 10 metros da propriedade do motorista, o que nunca havia acontecido antes.

“Esse ano está sendo a época com mais queimação, nunca tinha vindo o fogo tão perto. Faz três dias que choveu, antes estava feia a situação de Porto Velho, mas ainda está meio fumacento”, diz. Desde o início de agosto, incêndios criminosos acontecem nos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e na região amazônica entre o Brasil, a Bolívia e o Paraguai.

Os incêndios que já duram a mais de duas semanas têm afetado moradores de cidades próximas dos focos de queimadas, aldeias indígenas – já que Amazônia Legal abriga 55% das populações indígenas – e a biodiversidade de animais e plantas da floresta. A fumaça das queimadas chegou até mesmo em São Paulo e também foi detectada pelo satélite da agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

Recordes de queimadas

Só neste ano, o Brasil já vive o recorde de queimadas e até o dia 19 de agosto foram registrados 38.227 mil focos de calor, o que representa um aumento de 140% em relação ao registrado durante 2018 inteiro e 70% em relação à média dos últimos três anos, de acordo com o Observatório do Clima, uma rede brasileira de articulação a respeito de mudanças climáticas globais. Ainda, entre 1º de janeiro e 14 de agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 32.728 focos de incêndio.

Já no Brasil inteiro, até dia 19 de agosto foram registrados 72.842 focos de calor, representando um aumento de 83% em relação a 2018. Ainda, os alertas de desmatamento também cresceram na Amazônia, chegando a ser 65% maior em julho deste ano em comparação a julho de 2018, segundo o SAD, sistema de monitoramento do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

Embora esta época do ano seja conhecida pelo aumento de queimadas nos estados da região amazônica devido, principalmente, aos fazendeiros que aproveitam o período de estiagem para queimar terras como forma de limpar a pastagem para o preparo de pasto para o gado ou após o desmatamento de árvores que são valiosas para venda.

Porém, uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), publicada na última terça-feira (20), mostra que a seca não justifica o aumento expressivo de focos de incêndio, uma vez que neste ano a estiagem está, inclusive, menos agressiva na região. Segundo a nota, os incêndios são intencionais e estão ligados ao desmatamento, já que os dez municípios que mais tiveram focos de calor foram aqueles onde estão as maiores taxas de desmatamento.

“Estes municípios são responsáveis por 37% dos focos de calor em 2019 e por 43% do desmatamento registrado até o mês de julho. Esta concentração de incêndios florestais em áreas recém-desmatadas e com estiagem branda representa um forte indicativo do caráter intencional do incêndios: limpeza de áreas recém-desmatadas”, diz a nota.

De acordo com o IPAM, se comparados com os últimos quatro anos, os registros de incêndios neste ano são maiores no Acre, no Amazonas, no Mato Grosso, em Rondônia e em Roraima. Já no Pará, o número é apenas 7% menor que em 2017, ano em que o período severo de estiagem foi o dobro do enfrentado neste ano.

Foto: Corpo de Bombeiros/Rondônia

O aumento de queimadas também vem sendo associado por muitos ao “Dia do Fogo”, promovido em 10 de agosto por fazendeiros que colocaram fogo ao longo da BR-163 em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, para chamar atenção do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Precisamos mostrar para o presidente que queremos trabalhar e único jeito é derrubando. E para formar e limpar nossas pastagens, é com fogo”, afirmou um dos organizadores do evento ao jornal local Folha do Progresso.

Porém, de acordo com Claudio Angelo, jornalista especializado em meio ambiente e coordenador de comunicação do Observatório do Clima, a manifestação dos fazendeiros trata-se de um caso isolado. “Todo ano o Brasil queima essa época do ano, mas o que está acontecendo agora é que existe um número grande de queimadas. As queimadas nessa época são normais, queimadas nessa quantidade não é normal. O ‘Dia do Fogo’ foi uma coisa muito pontual e que aconteceu um dia só, mas o que estamos vendo é uma coisa espalhada pelo país inteiro. Mato Grosso do Sul aumentou 200% o número de focos de incêndio, Pará aumentou 180%, Rondônia aumentou mais de 100% também. Esse dia foi um único episódio dentro de um contexto de aumento generalizado de queimadas”.

Apesar de alarmantes, os dados de incêndio podem ser maiores já que, segundo alerta a nota do IPAM, o “registro de focos de calor utilizados como referência pelo INPE (dados do satélite AQUA) pode ser subestimado”. Segundo a entidade, só no estado do Acre uma análise realizada a partir dos alertas de incêndios utilizando multissensores (imagens de satélite Sentinel, Landsat e Cbers) já soma mais de 19 mil hectares em cicatrizes de queimadas”.

“Antipolítica ambiental”

Conforme aponta o Observatório do Clima, assim como outras entidades ambientais, o recorde de queimadas na Amazônia está ligado à “antipolítica ambiental” do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “O fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônida e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso”, disse a coordenação do Observatório do Clima em nota publicada no último dia 21.

Desde a campanha eleitoral para a presidência da República, Bolsonaro mostrou não se importar com questões ambientais, demonstrou apoio aos agropecuaristas, atacou entidades responsáveis por fiscalizações e disse querer flexibilizar regras de proteção de áreas indígenas. A perseguição aos órgãos federais e o ataque ao meio ambiente vem sendo fortalecido por Bolsonaro durante os oito meses do seu governo, sendo intensificados com a nomeação de Salles como ministro.

Até o momento, por exemplo, o governo Bolsonaro já exonerou o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por não concordar com dados que mostram que o desmatamento da Amazônia voltou a crescer, extinguiu o órgão responsável pelos planos de controle do desmatamento na região amazônica e no cerrado, realizou reestruturação de funcionários no Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – o principal órgão de fiscalização também teve corte de 24% do orçamento previsto para 2019, deixou sem comando oito de nove superintendências regionais do Ibama e disse que não fará demarcação de terras indígenas durante seu governo.

Associação recorde de queimadas na Amazônia à política ambiental do presidente Jair Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil

As atitudes do governo Bolsonaro ainda ocasionaram o congelamento de recursos financeiros da Noruega e da Alemanha para o Fundo Amazônia, que combate o desmatamento na região. De acordo com Angelo, a quantidade de queimadas na Amazônia também está diretamente relacionada ao discurso e às ações de Bolsonaro.

“Basta um sinal político vindo do poder público para disparar uma onda de desmatamento. O que os agentes públicos dizem é tão importante quanto o que eles fazem. No [governo] Bolsonaro têm dois movimentos: um desmonte deliberado da estrutura de fiscalização e o estímulo de dizer para os fazendeiros ‘mete o ferro que vocês vão ficar sem punição’”, afirma Angelo.

Bolsonaro também tentou, sem nenhuma prova, acusar ONGs de estarem provocando os incêndios na Amazônia para “chamar a atenção” contra ele e contra o governo brasileiro. Para Angelo, a atitude de Bolsonaro corresponde a mais uma tentativa de “encobrir a verdade em vários aspectos da vida nacional”. “É o primeiro governo da história do Brasil que tem a mentira como meta de governo. Ele não ataca só as ONGs, mas também a ciência, os institutos federais que produzem estatísticas, o IBGE”, diz.

Porém, o coordenador do Observatório do Clima afirma que a situação vivenciada na Amazônia, de desmatamentos e queimadas, faz com que sejam “colocados limites muitos claros às mentiras”. “Ele [Bolsonaro] pode dizer à vontade que o sol é rosa com bolinhas amarelas, mas as pessoas vão olhar pro sol e ver que é amarelo. Ele pode dizer à vontade que o número de queimadas da Amazônia diminuiu, mas qualquer pessoa que olhe dados ou o que está acontecendo agora vai ver que tem queimada e que tem desmatamento”.

Efeitos das queimadas

Saúde humana

Desde o início dos incêndios na Amazônia, relatos em redes sociais mostram a dificuldade que os moradores das cidades afetadas estão tendo para respirar em função do comprometimento da qualidade do ar.

No Acre, onde quatro cidades apresentaram situação crítica devido à fumaça, o governo estadual decretou, em 9 de agosto, situação de alerta devido às queimadas. Dentre os principais efeitos na saúde humana estão problemas respiratórios e circulatórios, dificuldade de visão, alergias na pele, conjuntivite e irritação nos olhos, por exemplo.

“A população normal, como adultos, pode não ser afetada, mas estudos têm mostrado que crianças pequenas, como recém nascidos e até os 5 anos de idade, e idosos frequentemente podem acabar tendo maior dificuldade de respirar. Em casos que o efeito da fumaça junta com doenças respiratórias ou circulatórias pode até levar a um efeito mais grave”, explica a pesquisadora e professora do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Helena Ribeiro, que em 2002 publicou, juntamente com o pesquisador João Vicente de Assunção, um artigo científico sobre os efeitos das queimadas na saúde humana.

Segundo Helena, além dos impactos diretos na saúde, as fumaças das queimadas também alteram a visibilidade do ar, ocasionando acidentes de trânsito ou de avião, situações que podem levar à morte ou a perda de patrimônio. Ainda, elas também afetam a vegetação, diminuindo a atividade de fotossíntese de plantas por conta da nebulosidade, o que pode piorar a qualidade do ar.

Fumaça das queimadas na Amazônia foi detectada por satélite da Nasa. Foto: Reprodução

A pesquisadora pontua que em situações de queimada existem pessoas que estão mais vulneráveis, que são as que moram perto dos locais de incêndio ou os bombeiros e voluntários que trabalham para combater o fogo. “Casos de intoxicação e morte geralmente são sobre esse grupo que está exposto na proximidade maior”, diz.

O artigo de 2002 aponta que estudos feitos nos Estados Unidos sobre envenenamento por monóxido de carbono mostraram que a segunda causa de envenenamento por CO2 naquele país eram devido à inalação de fumaça de incêndios, dentre eles os florestais.

De acordo com Helena, diversos componentes tóxicos que impactam a saúde humana são liberados quando ocorrem as queimadas. “Nas queimadas tem monóxido de carbono, tem material particulado que é a fuligem – que se apresenta em tamanhos maiores e mais finos, sendo que esse último é inalável e entra profundamente no pulmão -, tem compostos orgânicos, sobretudo hidrocarbonetos, dioxinas e furanos, que são componentes tóxicos que podem causar câncer”, explica Helena.

O artigo da pesquisadora também aponta que existem diferentes impactos de queimadas em locais com uma vegetação mais fácil de queimar, como cerrados, por exemplo, e em florestas tropicais, formadas por diferentes tipos de espécies que apresentam estados diferentes, que podem queimar com mais ou menos facilidade.

“A queima da biomassa da floresta é diferente de quando você queima uma lenha na lareira ou algo no cerrado, que queima e acabou”, explica. “Na floresta você tem um processo difícil de quantificar e prever o que vai emitir. É uma combustão incompleta, que pode durar dias, e emite gases que são poluentes tóxicos, que pode ter efeito mais de longo prazo”.

Impacto ambiental

As queimadas na floresta amazônica não impactam somente na saúde humana, mas também representam um problema ambiental que gera efeitos mundiais e colabora com o aquecimento global. De acordo com o coordenador do Observatório do Clima, o que acontece na região amazônica afeta o clima mundial, isso porque a floresta Amazônica contém mais da metade da biodiversidade do planeta e representa um terço das florestas tropicais do mundo.

Devido a sua grande diversidade de vegetação e árvores, a floresta Amazônica desempenha um importante papel na manutenção do ar e da qualidade do solo. Ainda, é na região Amazônica que está concentrada 20% da água doce do planeta.

Em função do papel da floresta na manutenção do equilíbrio climático, as queimadas, por liberarem gases tóxicos, contribuem para o efeito estufa. “Nas queimadas o que você tem é o aumento nas emissões de gás carbônico, que é a principal fonte de emissões do Brasil hoje – atualmente, o Brasil é o sétimo emissor de gases de efeito estufa no mundo”, explica Angelo.

Artigo de 2005, intitulado ‘Química atmosférica na Amazônia: A floresta e as emissões de queimadas controlando a composição da atmosfera amazônica’, afirma que “as queimadas são uma significativa fonte global de vários gases de “efeito estufa” como CO2 (dióxido de carbono), CH4 e N2O (óxido nitroso).

Também contribuem com emissões significativas de CO, NO2 (dióxido de nitrogênio), HCNM (Hidrocarbonetos não metano) cloreto e brometo de metila, compostos orgânicos voláteis (VOCs) e dezenas de outros gases”. Assim, as emissões de gases das queimadas também acabam alterando a composição da atmosfera amazônica.

Região próxima ao sítio de Aryneldo, em Porto Velho, quase foi devastada pelo fogo. Foto: Arquivo Pessoal

Ainda, o impacto da fumaça das queimadas também contribui na poluição do ar, conforme explica a professora Helena. “O efeito da fumaça mais quente, que é no momento da queimada, costuma subir muito rapidamente para o céu. Ela acaba se dispersando, mas fica uma fuligem, um material no ar, que é aquela poluição que chamamos de background, quando mesmo que o fogo apague, fica a poluição em suspensão do ar liberando os gases tóxicos”.

Outro impacto das queimadas e do desmatamento resultante delas é o aumento de incêndios florestais acidentais. “Não é comum acontecer isso porque é uma floresta úmida, que são florestas que normalmente não queimam. Mas o efeito combinado da fragmentação causada pelo desmatamento e das mudanças do clima deixam a floresta mais seca”, explica Angelo. Segundo ele, isso faz com que as matas entrem em combustão e queimem com uma frequência que não deveria acontecer em função do tipo de vegetação.

Por isso, o coordenador do Observatório do Clima aponta que, se não houver um controle do desmatamento no Brasil, o país pode não conseguir cumprir sua meta no Acordo de Paris, o que também prejudicaria outros países a cumprirem a meta de limitar o aquecimento da temperatura global em níveis abaixo 1,5 grau até o fim deste século.

Boicote Internacional

Além dos impactos que as decisões e declarações do governo Bolsonaro vêm provocando no meio ambiente e na sociedade brasileira, publicações da imprensa internacional e até mesmo falas de lideranças do próprio agronegócio brasileiro alertaram para o risco que o Brasil corre de sofrer boicotes do mercado internacional.

Atualmente, diversos países preferem comprar produtos produzidos em agronegócio preocupado com a proteção ambiental. Na última semana, por exemplo, a emissora alemã Deutsche Wellereproduziu manifestações editoriais da imprensa daquele país defendendo a adoção de sanções diplomáticas e econômicas contra o Brasil.

“A Amazônia diz respeito a toda a humanidade. O desenvolvimento do clima do mundo depende da preservação da floresta tropical. Portanto, não devemos deixar a decisão sobre o futuro desse ecossistema apenas para o presidente extremista de direita do Brasil, Jair Bolsonaro”, diz um dos editoriais. Já outro afirma que “chegou a hora de se pensar em sanções diplomáticas e econômicas contra o Brasil” e que “os produtos agrícolas brasileiros devem desaparecer dos supermercados da UE se não for possível comprovar que foram produzidos em condições ambientalmente justas”.

“Os poderosos grandes fazendeiros, que apoiam decisivamente Bolsonaro, devem sentir que sua atitude tem um preço. Porque seu ídolo não só inflige danos imensuráveis a seu próprio país, mas ao mundo todo”, conclui o texto.

Diante do cenário de prováveis boicotes, as críticas ao presidente Bolsonaro passaram a vir inclusive de setores que sempre o apoiaram, como, por exemplo, do chefe da Associação Brasileira do Agronegócio, que afirmou, em entrevista ao Valor Econômico, que “vai custar caro ao país reconquistar a confiança de alguns mercados” e que é preciso parar com “essa mania de achar que o Brasil é o único produtor mundial de alimentos e que, se a gente não fornecer, ninguém o fará”.

O alerta também foi feito pelo ex-ministro da Agricultura do governo de Michel Temer, Blairo Maggi (PP). Segundo ele, cláusulas do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia permitem que a Europa possa barrar importações do Brasil. “Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo”, disse ao Valor.

De acordo com o coordenador de comunicação do Observatório do Clima, situações como o recorde de queimadas, assim como as falas de Bolsonaro e a ausência de políticas ambientais de seu governo, podem levar o Brasil a virar um “pária ambiental global”. “O Brasil desperdiça oportunidade de negócios. O Governo Bolsonaro libera tudo por baixo para favorecer criminosos ambientais e os setores mais arcaicos da agropecuária”, disse.

“Você deixa de aproveitar oportunidades e corre o risco de ter sanções comerciais, favorecendo os nossos competidores no mercado internacional. Tudo que ele tá fazendo com a Amazônia dá aos produtores de carne e leite da Holanda, da França, aos argentinos e a todos os nossos concorrentes uma oportunidade de ouro de botar produtos no mercado internacional dizendo ‘O Brasil é uma desgraça que está acabando com o planeta. Compre carne e leite de nós, não compre do Brasil’”, afirmou Angelo.

 

Fonte: Annie Castro – Sul21