Central Única dos Trabalhadores

Ato simbólico de 8 de Março homenageia trabalhadoras da saúde no RS que perderam suas vidas

8 março, segunda-feira, 2021 às 3:03 pm

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Na manhã deste 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, a CUT-RS e o Sindisaúde-RS realizaram um ato simbólico em memória às trabalhadoras da saúde que perderam suas vidas no combate a pandemia, no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. Não faltaram cruzes pretas, coroas de flores, um tocador de saxofone e faixas pedindo "Vacina já para todos", "Lockdown já" e "Fora Bolsonaro". 

As mulheres são 65% dos profissionais de saúde hoje no Brasil. Entre enfermeiras, funcionárias de higienização, recepção, administrativo, técnicas em enfermagem e médicas, elas estão na linha de frente nos serviços de saúde. 

Pelo menos 17 mil profissionais de saúde morreram de covid-19 em 2020 em todo o mundo, segundo relatório da Anistia Internacional. No Brasil, em pouco mais de 10 meses do ano passado, pelo menos 990 médicos, enfermeiros e técnicos, de acordo com dados oficiais, morreram vítimas da doença. A média é de três por dia desde o primeiro registro de óbito, ocorrido em 12 de março, segundo o Ministério da Saúde.

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Entre esses números estão trabalhadoras representadas pelo Sindisaúde-RS, como Andréia Oliveira Garcia, Bárbara Regina Vasconcellos, Gislaine Pinto, Mara Rúbia, Marilena Valduga, Mari Pail e Vera Lúcia, que foram lembradas durante a manifestação. 

“Isso nos choca e revolta porque as mulheres são da linha de frente. Estão atendendo, doando a vida, vindo a falecer, enquanto os governantes não cumprem as políticas mínimas de proteção da saúde”, apontou a diretora da Saúde do Trabalhador do Sindisaúde-RS, Lúcia Schaffer. 

Vacina já e auxílio emergencial para combater a pandemia

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, ressaltou que “as trabalhadoras e os trabalhadores da saúde estão desde o início da pandemia na luta. Precisamos valorizar esses profissionais, porque elas e eles, estando vivos, com saúde, são a garantia de uma prestação de serviço com qualidade para a população neste momento crítico da pandemia que estamos vivendo”. 

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O colapso na saúde, a falta de vacinas, as internações em alta e o descaso dos governos federal, estadual e municipal para salvar vidas também foram denunciados. Já são mais de 13 mil mortes no Rio Grande do Sul, enquanto o número de vacinados no estado atinge apenas 4,77% da população, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. 

"Vacina já para as trabalhadoras e os trabalhadores não adoecerem e auxílio emergencial de R$ 600 para cumprirem com o isolamento social. Precisamos garantir a segurança, principalmente dos profissionais da saúde, para seguirem no combate à pandemia, salvando vidas. E fora Bolsonaro", enfatizou Amarildo. 

O diretor da CUT-RS, Marcelo Carlini, salientou que "tudo podia ser diferente, se não fosse a irresponsabilidade dos governos e dos patrões". Ele lembrou a luta pela testagem dos profissionais da saúde e as denúncias contra o descaso de Bolsonaro na pandemia.

Ato no Glênio-1

Assista à transmissão da CUT-RS

 

Fonte: CUT-RS