Central Única de Trabalhadores

Ato em Porto Alegre protesta contra dois anos do golpe nesta terça

16 abril, segunda-feira, 2018 às 5:51 pm

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Dois anos do golpe

Globo 2 anos

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, integradas pela CUT, promovem atos de protesto em todo o país nesta terça-feira (17), lembrando a passagem dos dois anos da aprovação da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Em Porto Alegre, a manifestação será realizada às 17h30, na Esquina Democrática, que foi o principal espaço de resistência ao golpe na capital gaúcha.

A votação, ocorrida em pleno domingo, em 17 de abril de 2016, sob a acusação das falaciosas “pedaladas fiscais”, a manipulação da Globo e da mídia golpista, e o comando do deputado cassado por corrupção Eduardo Cunha (MDB), levou o Brasil ao maior retrocesso político e social das últimas décadas. O impeachment foi aprovado com 367 votos favoráveis e 137 contrários, 7 abstenções e 2 ausências (confira abaixo o voto de cada parlamentar gaúcho).

Durante seis horas e dois minutos, vários parlamentares – muitos deles respondendo a processos judiciais e outros que acabariam sendo presos ou indiciados por corrupção, ligados às bancadas da bala, ruralista, evangélica e a grandes grupos empresariais – evocaram Deus e a família para justificar a postura golpista.

Deputados de oposição e situação se manifestam no plenário

O golpe jogou o país às trevas do ódio e da intolerância e ampliou as crises econômica e social, provocando mais de 13 milhões de desempregados e quebrando setores do petróleo, gás e infraestrutura. O povo trabalhador nunca perdeu tanto em tão pouco tempo.

Golpe roubou o voto de 54 milhões de brasileiros

“O povo, a cada dia que passa, se dá conta da grande mentira e do teatro feito com tintas de legalidade, que foi esse processo que roubou o voto de 54 milhões de homens e mulheres. O impeachment da presidenta Dilma foi um dos ingredientes do golpe”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“O impeachment culminou com a retirada dos direitos sociais e trabalhistas da população, a entrega da nossa soberania ao capital e às empresas multinacionais, principalmente as petrolíferas estrangeiras que levaram o pré-sal a preço de banana”, destaca. “Agora, os mesmos que deram o golpe levaram à prisão, sem crime e por isso sem prova, o ex-presidente Lula para impedi-lo de ser candidato a presidente, o que o transforma em preso político”, enfatiza.

Golpe nunca mais1

Resgatar a democracia e Lula livre

Nespolo destaca que o caminho é abrir os olhos da população e aumentar a resistência ao golpe, depois da narrativa mentirosa da mídia golpista. “Por isso, estamos e continuaremos nas ruas até que a democracia seja restabelecida e Lula fique livre para a retomada dos direitos e dos empregos, por uma vida digna do povo brasileiro”, salienta.

“Que não se iludam aqueles e aquelas que votaram a favor do golpe! Os seus nomes foram marcados na paleta e vamos continuar refrescando a memória da classe trabalhadora, especialmente às vésperas das eleições de outubro próximo. Não deixaremos que o trabalhador e a trabalhadora se esqueçam dos seus votos no impeachment para não sejam reeleitos”, finaliza Nespolo.

Ato na Redenção1

Deputados gaúchos que votaram SIM ao golpe

Afonso Hamm (PP)

Alceu Moreira (PMDB)

Carlos Gomes (PRB)

Covatti Filho (PP)

Danrlei (PSD)

Darcísio Perondi (PMDB)

Giovani Cherini (PDT) – hoje no PR

Heitor Schuch (PSB)

Jerônimo Goergen (PP)

João Derly (Rede)

José Fogaça (PMDB)

José Otávio Germano (PP)

Jose Stédile (PSB)

Luis Carlos Heinze (PP)

Luiz Carlos Busato (PTB)

Mauro Pereira (PMDB)

Nelson Marchezan Júnior (PSDB)

Onyx Lorenzoni (DEM)

Osmar Terra (PMDB)

Renato Molling (PP)

Ronaldo Nogueira (PTB)

Sérgio Moraes (PTB)

Deputados gaúchos que votaram NÃO ao golpe

Afonso Motta (PDT)

Bohn Gass (PT)

Henrique Fontana (PT)

Marco Maia (PT)

Marcon (PT)

Maria do Rosário (PT)

Paulo Pimenta (PT)

Pepe Vargas (PT)

Deputado gaúcho que votou pela abstenção

Pompeo de Mattos (PDT)

Deputados golpistas

 

Fonte: CUT-RS