Central Única dos Trabalhadores

Ato em Porto Alegre enfrenta frio e esquenta greve geral para barrar reformas de Temer

20 junho, terça-feira, 2017 às 8:40 pm

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Ato 2006 Claudir

Ato 2006 Claudir

O ato promovido pelas centrais sindicais no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, no início da noite desta terça-feira (20), às vésperas da chegada do inverno, enfrentou frio de 10 graus e esquentou a greve geral de 30 de junho para barrar as reformas da Previdência e Trabalhista e exigir Fora Temer e Diretas Já!

A manifestação concluiu o Dia Nacional de Mobilização, que teve vários protestos ao longo do dia na capital gaúcha, como o ato às 5h da madrugada no Aeroporto Salgado Filho e o ato na Praça da Matriz, que lembrou os seis meses da aprovação do projeto do governo Sartori que prevê a extinção de nove fundações.

Houve pronunciamentos da CUT, CTB, Nova Central e Intersindical, federações, sindicatos e movimentos sociais. Ocorreu também distribuição do novo jornal da CUT-RS, visando esclarecer os trabalhadores e as trabalhadoras sobre as maldades das propostas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), os resultados de uma pesquisa estadual e as fotos, nomes e partidos dos deputados que votaram a favor da Reforma Trabalhista no plenário da Câmara.

Clique aqui para ler o jornal da CUT-RS.

Ana Amélia votou a favor da Reforma Trabalhista

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, pediu às pessoas que levassem o jornal da CUT-RS para saber o que a grande mídia não mostra. “Não seja alienado”, disse. “Enquanto você faz de conta que não é com você, aprovaram a terceirização e agora querem acabar com a aposentadoria e a CLT”, alertou.

Claudir também lembrou “a pequena vitória” ocorrida nesta terça na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.  Por 10 votos a 9, foi rejeitado o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) ao projeto da Reforma Trabalhista de Temer. Ele denunciou que “a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) deu um dos votos a favor dessa proposta que desmonta os direitos trabalhistas”.

Ele ressaltou que, com essas reformas, “Temer está pagando a fatura para os empresários e o mercado financeiro”. Para Claudir, “parar o Brasil é o único jeito para fazer com que os trabalhadores sejam ouvidos. Portanto, a hora de lutar é agora. Por isso, vamos parar o Brasil mais uma vez no dia 30”.

Ato 2006 metal

“Congresso não tem moral para votar essas reformas”

O secretário-geral adjunto da CUT-RS, Amaildo Cenci, afirmou que “por trás do Fora Temer está a luta por um país digno”. Segundo ele, “o Congresso Nacional não tem moral para votar essas reformas, pois eles são golpistas. Não precisamos de reformas que retiram direitos e prejudicam a sociedade”.

Amarildo destacou que “a nossa tarefa é estar nas ruas, conversando com as pessoas e denunciando os deputados que se alinham com a politica do retrocesso de Temer”.

Ato 2006 Amarildo

O presidente da Federação Democrática dos Sapateiros, Joao Batista Xavier, disse que todos nós somos responsáveis pela defesa dos nossos direitos diante dos ataques do governo usurpador para retirar conquistas dos trabalhadores. “Temos que conscientizar a sociedade, ampliar o debate e esclarecer que esse foi o golpe”, salientou.

A diretora executiva da Fenajufe, Mara Weber, frisou que o objetivo do golpe é enfraquecer os sindicatos que protegem os trabalhadores e fazem as negociações coletivas. Ela ressaltou a vitória obtida no Senado e destacou o empenho das centrais . “São os sindicatos organizados que estão conseguindo segurar as reformas”, apontou.

Ato 2006 Sapato

“Nós não teremos futuro, se as reformas passarem”

A representante do Movimento Nacional  de Luta pela Moradia, Suelen Gonçalves, sublinhou que “os movimentos irão resistir também ao retrocesso que está instalado no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre”, criticando o ato violento de reintegração de posse da ocupação Lanceiros Negros.

“Não tem como a juventude não estar indignada com tudo o que acontece no país. A juventude não terá acesso à CLT, pois é ela que garante os direitos básicos, como férias e 13º salário. Por isso, a juventude estará nas ruas no dia 30. Nós não teremos futuro, se as reformas passarem”, enfatizou o representante do Levante Popular da Juventude, Carlinhos.

Ato 2006 Petrol

 

Fotos: Renata Machado – CUT-RS

 

Fonte: CUT-RS