Central Única de Trabalhadores do Estado do Rio Grande do Sul

Artigo do presidente da CUT-RS defende eleições diretas já!

19 maio, sexta-feira, 2017 às 11:25 am

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Claudir no ato das diretas

Claudir no ato das diretas

Sob o título “Diretas já!”, o novo artigo do presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, aponta que “até ontem Temer se gabava de ter colocado o país nos trilhos”, mas “a máscara caiu”. O texto alerta que “boa parte dos parlamentares não possui autoridade moral para encaminhar a solução desta crise”, sustenta que “a melhor forma de honrar a Constituição é devolver a soberania ao povo brasileiro” e ressalta que “os 14 milhões de desempregados não podem esperar até 2018”.

O artigo, publicado na edição desta sexta-feira (19) do jornal Zero Hora, denuncia também a relação de captura do estado pelo empresariado para atender aos seus interesses, prejudicando o atendimento da população.

“O estado brasileiro não pode continuar sendo gerido como um balcão de negócios para locupletar a iniciativa privada. Empresários: deixem de se comportar como aves de rapina, comprando votos para aprovar medidas que facilitem a sonegação, o perdão de dívidas e vantagens espúrias. Parem de financiar campanhas políticas para depois cobrar a fatura através de orçamentos superfaturados e licitações arranjadas”, destaca Claudir.

O dirigente sindical defende ainda que “as reformas da Previdência e Trabalhista do moribundo Temer estão na contramão e devem ser abandonadas”. Para ele, “devemos cerrar fileiras em torno da retomada do crescimento econômico com geração de empregos”.

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Leia a íntegra do artigo:

Diretas Já!

Até ontem Temer se gabava de ter colocado o país nos trilhos. A máscara caiu. As instituições que sustentam a República faliram. O estado brasileiro não pode continuar sendo gerido como um balcão de negócios para locupletar a iniciativa privada. Empresários: deixem de se comportar como aves de rapina, comprando votos para aprovar medidas que facilitem a sonegação, o perdão de dívidas e vantagens espúrias. Parem de financiar campanhas políticas para depois cobrar a fatura através de orçamentos superfaturados e licitações arranjadas.

As elites brasileiras estão acostumadas a resolver crises políticas em gabinetes. Desta vez, não sairemos do fundo do poço sem uma repactuação que inclua os trabalhadores.  Convençam-se de uma vez por todas: não construiremos um país moderno com as portas do Congresso Nacional sitiado por baionetas. Boa parte dos parlamentares não possui autoridade moral para encaminhar a solução desta crise. A melhor forma de honrar a Constituição é devolver a soberania ao povo brasileiro. Por isso, defendemos eleições diretas já.

A repactuação precisa ser sedimentada em torno de algumas diretrizes. A primeira delas é o aprofundamento da democracia. Nenhuma decisão de grande importância pode ser tomada sem o povo. Precisamos utilizar os instrumentos da participação direta, como referendos e plebiscitos. Só assim recuperaremos o sentido da política.

Devemos cerrar fileiras em torno da retomada do crescimento econômico com geração de empregos. Os 14 milhões de desempregados não podem esperar até 2018. A Petrobras é o nosso principal motor do desenvolvimento. Não podemos aceitar que seja saqueada pelo capital estrangeiro.

É um despropósito enfrentar uma quarta revolução industrial, intensiva em tecnologia e conhecimento, congelando por 20 anos os investimentos em educação. A sangria do orçamento federal para pagar juros da dívida pública precisa ser estancada. As reformas da Previdência e Trabalhista do moribundo Temer estão na contramão e devem ser abandonadas.

A crise, que se aprofunda a cada dia, não nos imobilizará. Ao contrário, é uma oportunidade para afirmar a democracia e reacender a esperança.

 

Claudir Nespolo
Presidente da CUT-RS

Esquina com CUT

Fonte: CUT-RS