Central Única de Trabalhadores

Após constantes atrasos de salários, trabalhadores da Saúde entram em greve nesta quarta em Canoas

4 dezembro, terça-feira, 2018 às 3:24 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

Saúde em greve

Saúde em greve

Sul21 - Os trabalhadores da Saúde de Canoas entram em greve geral por tempo indeterminado a partir da manhã desta quarta-feira (5). Convocada em assembleia conjunta do Sindisaúde-RS, Sindifars e Sinttargs, a paralisação atinge os hospitais Universitário, Nossa Senhora das Graças, Pronto Socorro, UPA’s Rio Branco e Caçapava e Unidades de atenção psicossocial. As categorias paralisadas são do setor de enfermagem, farmacêuticos, radiologistas e demais profissionais de nível médio.

Dentre os motivos da greve, estão os constantes atrasos de salário, de férias, dos pagamentos das rescisões contratuais, bem como a possibilidade de atraso no pagamento do 13º salário. Na semana passada, os trabalhadores já haviam denunciado o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e Saúde Pública (Gamp) à Procuradoria Geral do Estado por ter verificado contradição nos valores informados pelo Gamp e pela prefeitura de Canoas nos seus contratos. O Gamp é o administrador da maior parte dos hospitais paralisados.

Segundo a categoria, o Gamp diz que faltam R$ 128 milhões de repasse da Prefeitura, enquanto a administração municipal informa haver problemas de má gestão dos recursos. Na segunda-feira (3), representantes dos grevistas se reuniram com o prefeito Luiz Carlos Busato, o qual informou aos representantes de classe que repassou ao Gamp, em novembro, R$ 16.350.272,07. O prefeito garantiu que, mesmo não recebendo cerca de R$ 48 milhões por parte do Estado, mantém em dia os pagamentos com a administradora dos hospitais Universitário (HU) e de Pronto Socorro (HPS), o Gamp.

Na quarta-feira passada (28), um dia antes da assembleia dos sindicatos, trabalhadores realizaram um protesto em frente ao Hospital Universitário, contra o atraso dos repasses do governo estadual. A instituição é uma das afetadas pela restrição de serviços determinada pela Prefeitura diante da falta dos repasses, atendendo somente urgências e emergências.

 

 

Fonte: Sul21