Central Única de Trabalhadores

Após assembleia, educadores do RS entregam pauta de reivindicações e arrancam do governo Sartori compromisso de abrir mesa de negociação

22 junho, sexta-feira, 2018 às 9:41 pm

Comentários    Print Friendly and PDF

Assembleia Cpers

Assembleia Cpers

Na primeira Assembleia Geral deste ano, realizada na tarde desta sexta-feira (22), no Gigantinho, em Porto Alegre, centenas de educadores e educadoras aprovaram a pauta de reivindicações da categoria e o calendário da Caravana “Em Defesa da Educação Pública – Contra o Desmonte do Estado”, que percorrerá o RS a partir do início de julho.

A pauta de reivindicações possui três eixos centrais para preparar os professores e funcionários de escola para o enfrentamento ao governo Sartori: desmonte do Estado, luta salarial e condições de trabalho.

Assembleia Cpers vota
Ao dar início à assembleia, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, reforçou que o Sindicato exige a abertura de uma mesa de negociação com o governo, para que apontem um caminho que tire a categoria da miserabilidade em que se encontra.

“Não podemos viver com o salário defasado como estamos. Sartori continua desrespeitando a lei ao não nos pagar o valor do Piso. Hoje, é necessário um reajuste de 94,84% para alcançarmos o valor do Piso Salarial Nacional. Enquanto não vem o Piso, exigimos, pelo menos, que nos devolvam o poder de compra que tínhamos em 2014. Para isso, a urgente reposição salarial de 23,29%”, afirmou.

Presidente Helenir Aguiar Schürer | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Durante a assembleia, foram expostos outros pontos importantes da luta dos educadores, como o não fechamento de escolas. Recentemente o governo tem se esforçado para fechar a escola de saúde pública, por exemplo, deixando claro o  seu objetivo de terceirizar e municipalizar.

O Fundeb, que termina em 2020, também é outra preocupação da categoria, pois ainda não há nenhuma garantia de um novo fundo. Sobre a Reforma do Ensino Médio, foi destacada a importância de fortalecer a discussão com a comunidade escolar, ressaltando as suas consequências, entre elas fechar as portas das universidades aos filhos e filhas dos trabalhadores (as).

Dary no Gigantinho

Dary Beck Filho, diretor da CUT-RS e do Sindipetro-RS.

Pressão dos educadores faz com que governo
se comprometa em abrir a mesa de negociação

Ao término da assembleia, os educadores (as) realizaram carreata até o Palácio Piratini. No local, foram recebidos pelo secretário de Educação, Ronald Krummenauer, e pelo secretário adjunto da Casa Civil, João Carlos Mocellin.

Durante a reunião, Helenir entregou a pauta de reivindicações da categoria e destacou a urgência de estabelecer uma mesa de negociação com o governo para discutir as questões salarias da categoria.

Helenir com secretário

Krummenauer afirmou que dentro de 15 dias deve chamar o CPERS para dar início à organização da mesa de negociação.

“Mais do que nunca, a nossa mobilização é importante para podermos avançar na mesa de negociação. A força do nosso movimento influencia diretamente nos avanços que queremos. Agradecemos a cada um e cada uma que esteve aqui hoje. Vamos começar a organizar as caravanas e preparar a categoria para termos grandes atos em todo o Estado. A luta vale a pena”, ressaltou Helenir.

Cpers no Piratini

Confira abaixo a pauta de mobilização aprovada:

1. Aprovação da Pauta de Reivindicações da categoria dos(as) Trabalhadores(as) em Educação com a definição de 3 eixos centrais de campanha para embate com o governo: Desmonte do Estado, Luta Salarial e Condições de Trabalho;

2. Aprovação do calendário da Caravana “Em Defesa da Escola Pública – Contra o Desmonte do Estado”, que ocorrerá no período posterior à Assembleia Geral;

3. Continuidade da denúncia contra o governo Sartori pelo fechamento e/ou transferência de escola, que sucateia a Educação Pública, e em defesa dos contratados;

4. Aula Cidadã com a temática da Soberania Nacional, tendo como subsídio o panfleto da Frente Brasil Popular “Combustíveis, Gás de Cozinha e Luz Elétrica – Por que Pagamos Tanto?”;

5. Caminhada após o término da Assembleia Geral do Ginásio Gigantinho até o Palácio Piratini;

Cpers na praça

6. Participar do Ato das Mulheres, no dia 22/06, na Esquina Democrática, após a entrega da pauta de reivindicações no Palácio Piratini;

7. Encaminhar os eixos prioritários da categoria para os candidatos ao governo do Estado para se posicionarem por escrito;

8. Participar com a representação de duas dirigentes da Entidade na Mobilização pela decisão do Senado Argentino pelo aborto legal, seguro e gratuito;

9. Campanha com “outdoor” e mídias para denunciar Sartori, sua base e o projeto que representam, com exceção da mídia golpista que dá sustentação ao governo Sartori;

10. Exigir a anistia da greve de 2017, visto que no portal do servidor segue greve com desconto suspenso;

11. Moção contra a truculência da Polícia Militar do governo Welligton Dias (PT) do Piauí contra os servidores públicos estaduais;

12. Moção de repúdio à política do Governo Trump, presidente dos Estados Unidos, para imigrantes com o enjaulamento das crianças;

13. Moção de Repúdio ao deputado federal Alceu Moreira (MDB) pela declaração do uso de recurso de emenda parlamentar da saúde na construção de uma sede para a associação dos caminhoneiros;

14. Pressão aos candidatos a governador e presidente pelo referendo obrigatório das antirreformas dos golpistas que lesaram o povo gaúcho e brasileiro.

Assista ao vídeo com a fala da presidente do CPERS após entrega da pauta de reivindicações!

 

 

 

Fonte: CPERS Sindicato