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13º Congresso da Fetrafi-RS reforça luta contra reforma da Previdência e elege nova direção

15 abril, segunda-feira, 2019 às 5:58 pm

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Gabas na Fetrafi

Gabas na Fetrafi

Os delegados e delegadas presentes no 13º Congresso da Fetrafi-RS elegeram no final da manhã de domingo (14) a nova diretoria da Federação, que assumirá um mandato de quatro anos, conforme mudanças no estatuto aprovadas durante o evento.

A chapa 1, "Fetrafi/RS, Unida e Forte”, foi eleita pelos 299 dos 331 delegados e delegadas que votaram, o equivalente a 90,3% do total. A chapa 2, "Bancários de Base”, obteve 32 votos, ou 9,6% dos votantes e não pode incluir nenhum dos seus candidatos na diretoria, uma vez que seria necessário ter, no mínimo, o mínimo de 10% dos votos, conforme o estatuto.

Veja como ficou a composição do colegiado executivo

Juberlei Bacelo – Santander Porto Alegre
Arnoni Hanke – Itaú Santo Ângelo
Denise Falkemberg Correa – Banrisul Pelotas
Cristiana Garbinatto – Banco do Brasil Porto Alegre
Luiz Carlos Barboza – Santander Bento Gonçalves
Ana Maria Betim – Banrisul Vale do Paranhana
Edson Ramos da Rocha – Bradesco Porto Alegre

"Precisamos ter unidade da classe trabalhadora para fazer a resistência em especial contra as privatizações, a reforma da Previdência e outros retrocessos”, disse Ana Betim, que fará seu primeiro mandato na Fetrafi-RS, lembrando as pautas que seguirão como prioritárias para a gestão que terá início em 30 de julho.

Entres as ações do Plano de Lutas da diretoria eleita está a organização de mobilizações para barrar a reforma da Previdência; a defesa do Banrisul como patrimônio dos gaúchos e gaúchas e do plebiscito garantido na Constituição Estadual; a luta pela manutenção da jornada de trabalho de 6 horas de segunda a sexta-feira; a luta permanente pela saúde e melhores condições de trabalho e a defesa dos sindicatos.

"Derrotar a reforma da Previdência"

A abertura do 13º Congresso, ocorrida na manhã de sábado (13), contou com a participação do sociólogo e ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, que fez uma análise da conjuntura nacional e da importância da defesa da democracia. Para ele, o governo Bolsonaro vem impondo uma agenda regressiva, de acumulação de riquezas, destruição das políticas públicas e manutenção da política de subsídios.

Rossetto fala

"Os movimentos desse governo precarizam as relações de trabalho, afastam o trabalhador dos sindicatos e proíbem o acesso à Justiça do Trabalho”, ressaltou Rossetto.

"Derrotar a reforma da previdência é libertar a classe trabalhadora do país”, afirmou o assessor da Contraf-CUT e ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas. Ele falou sobre o Sistema Geral da Previdência e a PEC 6/2019, proposta pelo governo Bolsonaro, que extingue o modelo solidário. 

"O capítulo da seguridade social é a maior conquista da Constituição de 88, porque deu ao Estado o papel de se responsabilizar pela diminuição das desigualdades. Se não tiver uma intervenção do Estado equilibrando as forças e gerando políticas públicas, a sociedade não cria oportunidades por si só”, afirmou Gabas.

Fenae

A defesa dos bancos públicos também foi uma das pautas do 13º Congresso. O vice-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, expôs a situação do Banrisul, do Banco do Brasil e da Caixa, que vêm sofrendo com as políticas de fatiamento e venda de ações.

Por aclamação, o 13º Congresso foi denominado "Bino Köhler", em homenagém póstuma ao fundador e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Litoral Norte, Armindo Köhler, o Bino, falecido no último dia 18 de fevereiro, em Capão da Canoa. 

 


Fonte: CUT-RS com Fetrafi-RS