Central Única dos Trabalhadores

O Rio Grande vai parar contra o tarifaço do Sartori nesta terça

21 setembro, segunda-feira, 2015 às 5:52 pm

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A CUT-RS, centrais sindicais, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) realizam nesta terça-feira (22) um dia estadual de greves, paralisações, protestos e manifestações contra as políticas neoliberais do governo Sartori (PMDB) e em solidariedade às justas lutas dos servidores públicos. O movimento acontecerá desde a madrugada na Capital e no Interior e, a partir das 11h30, será feita uma grande concentração na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre.

A mobilização ocorre no dia em que o governo pretende aprovar na Assembleia Legislativa o projeto de aumento linear do ICMS e outras medidas prejudiciais ao povo gaúcho, como a extinção de fundações, a lei de “responsabilidade fiscal” estadual, a redução de serviços públicos, como saúde, educação e segurança, e implantar mecanismos de gestão privada para cortar investimentos em políticas públicas, como na agricultura familiar, e precarizar o atendimento da população.

“Vamos mostrar toda a indignação dos trabalhadores do campo e da cidade e da sociedade gaúcha contra as políticas do Sartori e protestar contra o absurdo tarifaço que, se for aprovado pelos deputados, não resolverá a crise financeira do Estado, mas irá agravar o desemprego, a inflação e a economia do Rio Grande, prejudicando a produção e o consumo e penalizando a classe trabalhadora e a população”, aponta o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“Queremos alertar os deputados e as deputadas de que não podem neste momento virar as costas para quem os elegeu e votar a favor do tarifaço e de projetos do governo que são lesivos aos trabalhadores, aos servidores, aos serviços públicos  e ao povo gaúcho”, enfatiza.

Para Claudir, “Sartori deveria largar o pé do servidor, parar de estimular o caos para privatizar e, passados quase nove meses no Palácio Piratini, começar a governar o Estado tomando medidas concretas para cobrar os sonegadores, revisar as isenções e renúncias fiscais e renegociar a dívida com a União”.

O aumento linear de impostos é profundamente injusto, pois onera mais os pobres e os trabalhadores, os que mais pagam tributos no Estado e no País. “O Rio Grande e o Brasil precisam fazer uma reforma tributária pra valer. Quem ganha mais deve pagar mais”, propõe o presidente da CUT-RS para quem “os trabalhadores não podem pagar a conta da crise”.

Confira a convocação do movimento sindical gaúcho, lançada na última quinta-feira (17), durante entrevista coletiva iniciada na Praça da Matriz e concluída no saguão da Assembleia Legislativa:

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O RIO GRANDE VAI
PARAR NO DIA 22

CONTRA O AUMENTO DO ICMS, A REDUÇÃO DOS
SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, O ATAQUE AOS DIREITOS DOS SERVIDORES ESTADUAIS,
E EM DEFESA DO PATRIMÔNIO DO POVO GAÚCHO

As centrais sindicais e os movimentos sociais do Rio Grande do Sul, reunidos na Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), abaixo assinados, conclamam a população a participar do primeiro dia estadual de greves, paralisações, protestos e manifestações contra as políticas neoliberais do governo Sartori (PMDB) e em solidariedade às justas lutas dos servidores públicos.

As mobilizações serão realizadas no próximo dia 22 de setembro (terça-feira). Será a data em que o governo pretende aprovar na Assembleia Legislativa o projeto de aumento linear do ICMS e outras medidas prejudiciais, como a extinção de fundações, a lei de “responsabilidade fiscal” estadual, a redução de serviços públicos, como saúde, educação e segurança, e implantar mecanismos de gestão privada para cortar investimentos em políticas públicas, como na agricultura familiar, e precarizar o atendimento da população.

O objetivo da mobilização é mostrar toda a indignação dos trabalhadores do campo e da cidade e da sociedade gaúcha, e protestar contra o absurdo tarifaço que, se for aprovado, não resolverá a crise financeira do Estado e irá agravar o desemprego e a inflação, prejudicando a produção e o consumo e penalizando a classe trabalhadora e a população.

As manifestações ocorrerão desde a madrugada nas principais cidades do Estado, convergindo ao meio-dia para uma grande concentração na Praça da Matriz, em Porto Alegre, e atos unitários nas cidades mais distantes.

Sartori tem que largar o pé dos servidores públicos, deixar de parcelar e voltar a pagar os salários em dia, e combater a enorme sonegação de impostos.  Hoje, a sonegação no RS corresponde a 27,6% do ICMS, o equivalente a R$ 7,33 bilhões ao ano. É preciso também cobrar os devedores. Somente 114 empresas devem R$ 654 milhões ao Estado. Também é fundamental revisar as isenções e renúncias fiscais, e renegociar a dívida pública com a União. Em 1998, o RS contratou um empréstimo de R$ 10 bilhões com a União, sendo que até 2011 já havia pago R$ 15 bilhões e ainda permanecia com dívida de R$ 40 bilhões.

Além disso, o governador tem que preservar o patrimônio do povo gaúcho em vez de preparar terreno para retomar as privatizações. A venda das empresas públicas no governo Britto foi rejeitada pela sociedade.

O momento é de muita unidade e forte compromisso de cada entidade para mobilizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade, a fim de aumentar o poder de pressão sobre os deputados e as deputadas, visando derrotar as políticas do Sartori, que são nocivas e só atendem aos interesses dos grandes grupos econômicos, e colocam em risco avanços e conquistas históricas do povo gaúcho.

Porto Alegre, 17 de setembro de 2015.

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Federação dos Trabalhadores da Educação Privada/CUT (8 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS/CUT (27 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Alimentação/CUT (37 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Saúde/CUT (27 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Municipários/CUT (300 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Sapateiros/CUT (12 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores Bancários/CUT (37 sindicatos filiados)

Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar/CUT (66 sindicatos filiados)

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – 5 federações e 152 sindicatos filiados

Intersindical

CSP/Conlutas

Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

FESSERGS/NCST

Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais

Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS-RS) – MST, MPA, MLNM, CONAM, FEGAM, MTD, Pastorais Sociais, UNE, UJS, MMM, MJT, Levante da Juventude, A Marighela, UNEGRO, MAB